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AS PRIMEIRAS NOTÍCIAS DO ANO

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Nem bem começou e 2017 já dá sinais de como as coisas serão na área esportiva do País. A turminha de jornalistas esportivos locais iniciou o ano, fazendo reportagens sobre os milhares de euros e dólares que o tricolor dos chefes deles, irá ganhar com sei lá quantos campeonatos e torneios que os azuis irão participar até dezembro. Além disto, contratações milionárias chegarão à Arena OAS para reforçar o já poderoso elenco do Humaitá. No campo das estatísticas e rankings, os caras estão se esbaldando em demonstrar, por a + b, que o tricolor é superior ao Inter em qualquer quesito que se queira pegar. O

Zini Pires, então, está em chamas. Em Zero Hora de hoje (06.01) traz um expert em torcidas que através de um falatório científico, mostra que a torcida tricolor é superior a do Inter e situa-se entre as 10 primeiras do País. Lembrem-se que o tricolor conseguiu, em uns poucos meses, passar de uns 50.000 sócios para mais de 120.000, segundo Zini Pires. Esta proeza está sendo estudada pelos grandes clubes da Europa para ver como se faz. Eu dou a resposta : Mentindo. Com relação ao Inter, os isentos jornalistas apresentam matérias interessantes : Lesões de jogadores, finanças desastrosas, nenhuma contratação de vulto, perdas com a Série B, brigas de dirigentes e ex-dirigentes, enfim, nada de bom para o nosso lado. Com o início das competições, aparecerá o velho assunto : Ameaça de interdição do Beira-Rio, por um motivo qualquer. Ou, se o Inter insistir na investigação dos tais e-mails falsos “correrá o risco de ser desfiliado”.

Todos os anos isto acontece, com uma regularidade espantosa. Para piorar, o ex-Presidente Píffero foi hostilizado por torcedores colorados, na praia onde ele veraneia. Bobagem ! O Píffero já está sendo devidamente penalizado pelo rebaixamento do time, que ele provocou com as suas “realizações” e teimosias.

Pior para ele que, até então, se considerava um grande gestor de futebol e que não precisava de ninguém para ajudá-lo a vencer jogos e ganhar títulos. Não conseguiu nem uma coisa e nem outra. Afundou o time colorado e este é o seu pior castigo. Os torcedores não devem agredi-lo com palavras e gestos; o rebaixamento vai ser um estigma que ele carregará pelo resto da vida. É melhor deixá-lo em paz.

Descobriu-se que a CBF tem um dispositivo em seu estatuto, regulamento, sei lá o que, que não permite que algum clube, dirigente ou torcida, manifeste-se contra ela. Os critérios para aplicação de penas pesadas (inclusive de desfiliação do clube) não são explícitos e devem ser definidos pelos dirigentes da própria CBF. Não se pode falar mal de uma entidade corrupta, vigarista, cujo presidente não pode sair do País, sob pena de ser preso pela Interpol, FBI ou outra polícia qualquer, e com alguns de seus ex-dirigentes, presos nos Estados Unidos, ou expulsos da FIFA por ladroagem e corrupção. Só no Brasil estas coisas acontecem, exatamente porque aqui a impunidade é regra, especialmente com os poderosos; que ainda se dão aos ares de grandes coisas e lançam leis e regras como esta mordaça na boca dos clubes e torcedores. E os presidentes de federações ficam quietinhos se quiserem continuar a receber as benesses que a CBF distribui com generosidade, comprando o silêncio dos seus eleitores.

Ao jornais daqui estamparam com alarde, a chegada de um enorme reforço para o tricolor, o tal de Kaike, que veio do Exterior, precedido de feitos notáveis no Flamengo. Chegou, enfiaram uma bomba de chimarrão na boca do cara, gritaram hinos de louvor ao poderoso atacante e...e o que ?! Mandaram o cara embora, rapidinho, com a explicação de que algumas coisas no contrato, não estavam de acordo com o pensamento tricolor. E assinou com o Santos, rapidamente. Alguém averiguou o que houve ? E a curiosidade jornalística, onde anda ? É que existe nas redações esportivas daqui, um respeito enorme, um “silêncio obsequioso”, quando se trata de assuntos do time deles. É proibido averiguar. Se a “nota oficial” do tricolor explicou, não cabe a ninguém fazer qualquer investigação. Isto acontece há décadas. Se o caso fosse com o Inter, imaginem as matérias de jornais, rádios e televisão. A gritaria iria durar uns 2 meses.

Tenho assistido aos jogos da Copinha São Paulo. A nossa gurizada fez bonito na 1ª fase, com um aproveitamento de 100%. Vi o último jogo, contra o São José dos Campos, que foi um passeio com um escore de 3 a 1 que não diz o que foi a partida. Se o nosso time não tivesse desperdiçado gols incríveis durante todo o jogo, o escore poderia ter sido 7 ou 8 a 1, fácil. E olha que jogamos com muitos reservas. Ainda não conheço bem os jogadores sub-20 do Inter, mas vejo que alguns deles podem dar ao clube, um futebol de primeira, que é coisa que faltou em 2016. Rezemos que saia dali uma safra melhor do que temos tido ultimamente.

No final do ano passado, assisti a semifinal do Campeonato Brasileiro de Futsal entra Corinthians e ASSOEVA de Venâncio Aires. Na partida em Venâncio, faltando uns 10 minutos para terminar o jogo, o escore estava 1 a 1, e o Corinthians cometeu sua quinta falta. A partir daí, qualquer falta cometida pelos paulistas, seria tiro da marca do pênalti. Pois bem, o time paulista começou a cometer todo tipo de falta sem que os juízes marcassem uma sequer. Uma !! Até mesmo os comprometidos narradores do Sportv, notaram a falta de disposição dos juízes em marcar falta contra o time de São Paulo. A coisa chegou a um nível escandaloso e os juízes nem pestanejavam, mandavam o jogo continuar. Durante uns 10 minutos, o que se viu foi um protecionismo escancarado, uma vergonha. Se tivessem apitado boa parte das faltas cometidas, o resultado da partida poderia ter sido uma vitória tranqüila do time de Venâncio Aires. Depois dizem que os juízes de futebol não têm a capacidade de mudar o escore de uma partida.

Ao final, um história famosa nos anais do futebol. Lá por 1957, creio eu, o Brasil fez uma excursão pela Europa. Em um jogo contra a Seleção Austríaca, o Brasil fez OITO gols, mas ganhou de apenas um a zero, com um gol do centroavante Gino (São Paulo). Os outros sete gols foram todos anulados pelo árbitro da partida. O azar de Sua Senhoria é que o Brasil era infinitamente melhor do que o time austríaco e a vitória magra deve ter sido festejada pelo povo austríaco e o juiz deve ter recebido alguma grana pelo esforço. Ao longo da história, inúmeras são as partidas de futebol que os juízes brilharam mais do que os jogadores, com suas roubalheiras. Portanto, é sempre bom manter essa juizada que anda por aí, debaixo do olho.

E, afinal, o Inter vai ou não vai tomar uma atitude contra a CBF pela acusação de ter utilizado documentos falsos no caso Vítor Ramos? Aguarda-se uma resposta de time grande.

Até a próxima.

PAULO LONTRA