Texto por Colaborador: Redação 12/02/2020 - 19:24

Trazemos um pequeno compilado sobre algumas opiniões de jornalistas na sequência da vitória por 2 a 0 no Beira-Rio, contra La U, na classificação alvirrubra rumo à Fase 3 do principal torneio sul-americano, nesta terça-feira (11/2), para mais de 41 mil torcedores. Confira abaixo:

GABRIEL CORRÊA - BAND-RS

Inter circulando bem a bola para encarar a defesa da La U, não por acaso os principais momentos eram as inversões da direita para esquerda com D’Alessandro lançando Moisés. Além disso, equipe bem postada para fazer a pressão após perder a bola e, por isso, sofrendo pouco atrás.

Algo que o Inter sente falta ainda são os movimentos de um “segundo atacante”, algo que Thiago Galhardo oferece e até mesmo Boschillia pode fazer. D’Alessandro faz outra função ao lado de Guerrero e não duvido que em breve seja testado um pouco mais recuado na linha de meias.

ANDRÉ RIZEK - SPORTV

Tem duas explicações para o gol do Inter. 1) Ruindade do zagueiro Carrasco; 2) Marcação adiantada e intensidade do time, duas marcas registradas (e prometidas) do treinador Coudet.

A classificação do Inter foi tranquila e merecida. Mas a malice me obriga a dizer: os gols de Boschila e Marcos Guilherme mostram que o time pode ser melhor se ficar mais leve e ofensivo... Desculpem-me por existir.

PVC - GLOBO

Dos quinze desarmes do Internacional durante o jogo contra a Universidad de Chile, oito aconteceram no campo de ataque. Um deles deu origem ao gol de Boschillia, que escancarou o caminho para a classificação à terceira fase eliminatória da Libertadores.

Pouco antes, o meia, substituto de Patrick, lesionado aos 13 do primeiro tempo, tinha levado bronca de D'Alessandro. Não precisava da bronca, mas ela pode ter ajudado na concentração de um time que marca com todos os jogadores sabendo qual função devem executar.

Desta vez, Musto não fez tão claramente o papel de terceiro homem na saída de bola, possivelmente porque a Universiad de Chile pressionava com apenas um atacante. Assim, mais gente para a construção de jogadas.

O que ainda falta ao time de Eduardo Coudet, mesmo depois de sua partida mais perfeita, é um pouco mais de agressividade quando a bola se aproxima da grande área. Foram apenas oito finalizações contra o gol de Campos, seis delas no alvo. A pontaria anda boa, mas o volume pode ser maior.

Isto ainda se deve à falta de profundidade provocada por uma dupla de ataque com muita idade, como Guerrero (36 anos) e D'Alessandro (38). Ter alguém no lugar de D'Alessandro com característica mais de segundo atacante daria mais potência ao time.

Mas a força está no crescimento jogo após jogo. O Internacional tem um rosto definido, ideia clara de como jogar. Como tinham o Racing campeão argentino de 2019, com Eduardo Coudet, e o Rosario Central, que se classificou para as quartas de final da Libertadores, em 2016.

DIOGO OLIVIER - RBS

Foi a vitória da organização, sem a classificação pelo drible ou jogadas de efeito, apesar do 2 a 0 chegar com Marcos Guilherme fazendo justamente isso, no segundo gol. E nem podia. A escalação original tinha poucos jogadores de criação e finalização.

Nesse sentido, a lesão de Patrick logo cedo ajudou muito. A entrada de Boschilia aliviou D'Alessandro na tarefas de criação. Em algum momento, lá na frente, para voos maiores, o Inter terá de trabalhar estas virtudes essenciais.

Mas organização tática é ótima notícia, do ponto de vista coletivo, ainda mais em começo de ano. O 2 a 0 sobre a La U se deu com muito mais posse de bola (67%) e finalizações (8 a 2), povoando o campo adversário e marcando alto. Lomba não fez nenhuma defesa. O gol de Boschilia, a 42 minutos do primeiro tempo, nasce de um mantra de Eduardo Coudet, que é a pressão em cima de quem está com a bola por parte do adversário. 

Tem muito a evoluir e acrescentar em termos de peças, mas quando a vaga se dá com a parte tática tão definida, o primeiro gol oriundo de um mantra do argentino, aí é justo dizer que a vaga tem assinatura: Coudet, o técnico.

VICTOR SÉRGIO RODRIGUES - ESPORTE INTERATIVO

Golaço de Marcos Guilherme para selar a classificação do Inter. O pique dele foi uma coisa espantosa para chegar na frente, driblar no fundo, tirar o goleiro e bater no alto.

Outro jogo em que o time evolui um pouco mais nesse trabalho que Coudet está iniciando. Hoje, com o mérito de ter tudo paciência em um jogo de muito risco.

RENATA FAN - BAND

Como o Inter jogou bem hoje! Controlou a partida diante da Universidad de Chile! Criou mais, teve posse de bola efetiva, tirou os espaços do adversário e sai fortalecido para a sequência da Pré-Libertadores! FINAL 2x0, gols de Gabriel Boschilia e Marcos Guilherme! Fiquei tensa, mas desde sempre acreditei na classificação colorada! 41.864 pagantes no Beira-Rio! Torcida linda e forte! Amo!!! O time todo foi muito bem hoje!!!! Parabéns aos jogadores e ao Eduardo Coudet, técnico de qualidade!i