Antes de qualquer comentário admito que aguentei o máximo possível antes de fazê-lo. Como um monge budista, vinha suportando (calado) o sofrimento em assistir o Internacional – versão 2017 - em campo, mas como qualquer ser humano para tudo existe um limite, e o meu alcançou no decorrer de divulgada a escalação e finalizada a partida contra o São José, neste domingo.

Como sempre tentarei ser bastante direto e objetivo: o trabalho de Zago é um completo show de monstruosidade, que transitam por atuações insossas (diante de rivais medíocres), escalações escandalizantes, substituições horripilantes e coletivas fugais. Um tipo de Walking Dead Colorado, esta série começou em 2016 com o show de zumbis em campo, após o vírus Píffero se espalhar de maneira assustadora, e mantém-se em 2017, com seus efeitos colaterais mas não menos perigosos.

A única diferença entre a série de 2016 chama-se D'alessandro, um tipo de messias que salva a cabeça de Zago & Cia de horripilantes derrotas e suas consequências ainda mais desastrosas.

Sem Cabezon, o que sobra? NADA. O Inter não tem um grande elenco, mas tem um elenco mais que suficiente para disputar o Gauchão de maneira honrosa. A campanha colorada no estadual é uma das piores da história porque o trabalho em si tem sido do mesmo nível. A Zago coube a desculpa do início de temporada, mas passado praticamente quatro meses ele segue cometendo erros crassos e se complicando aonde não precisa.

Me nego a escalar aqui a formação mais razoável, porque é tão óbvia, e tem sido repetida a pleno pulmão por todas as redes sociais galáxia afora, que é de dar calafrios perceber que todo mundo tenha a capacidade empírica de reconhecer as qualidades de um Nico Lopez versus o operário Roberson. Veja bem, não se trata de uma escolha Messi x Cristiano Ronaldo, é NICO x ROBERSON. Qual a dificuldade???

Não gostaria de resumir todos os problemas do Internacional a este tipo de decisão simplória e superficial, mesmo com todas as suas consequências negativas. Gostaria apenas de ressaltar a dificuldade do nosso atual treinador em simplificar decisões (improvisos, invenções, trocas absurdas) evidentes e assim aumentar as chances de colocar o “porta avião vermelho” a favor da corrente, visando a montagem de uma base que embale, convença, ganhe entrosamento e sequência a longo prazo.

Essas micros decisões erráticas têm acontecido em diversos níveis e os frutos colhidos são de uma base e entrosamento inexistentes, diversos erros coletivos, jogadores com potenciais subutilizados e insatisfeitos e lá no fim uma campanha ABAIXO DO RIDÍCULO no famigerado Gauchão. Nos safamos da zona do rebaixamento na penúltima rodada do estadual, algo jamais visto e imaginado nem pelo “deus gremista zebu” que paira no imaginário das religiões futebolísticas.

Sem um coletivo forte estaremos fadados ao fracasso, e é justamente nesta área em que me preocupo: não estamos demonstrado coletivamente absolutamente nada contra nenhum adversário com metade da capacidade de um clube como o Inter. Como bem dito por minha colega de site, Jéssica Loures, “Zago não faz o simples e isso é preocupante. Quem não vê o óbvio não é confiável”.

Gostaria de contar uma história mais leve, talvez uma comédia em meu próximo comentário, mas o gênero de filme de Zumbis parece perseguir o Inter e pelo jeito só D'alessandro poderá nos salvar.

Quem decidirá isso? a direção. Mas duvido que tenham coragem para tal, o risco de vir um pior sempre paira sobre nós.

Saudações coloradas!

 Por Alan Rother - Contato: https://twitter.com/Celta_Bardo