É de conhecimento geral o importante papel de Nicolás Andrés D’Alessandro com a camisa colorada. Não só pelo seu futebol refinado, de grande qualidade, mas sim por um somatório de atribuições. Trata-se de um dos maiores jogadores a pisar no Beira-Rio, e assim sendo, a equipe perde muito quando o argentino não pode estar em campo, fato esse que certamente está sendo observado pela diretoria alvirrubra.

O Internacional vem buscando uma estrutura de time nesse começo de temporada com Antônio Carlos Zago, tentando quando possível repetir as escalações, mas que muitas vezes não se faz possível devido às lesões e suspensões, e é nesse contexto em que entra D’Alessandro, jogador que dá um “tempero” ao time, elemento essencial para a estrutura tática do comandante colorado.

De contraste a tudo isso, sabemos que "El Cabezon" não é mais nenhum “guri”. Perto de completar seu trigésimo sexto aniversário no mês que vem, o gringo certamente não jogará todos os jogos da temporada, o que é perfeitamente normal e aceitável, e olhando pelo lado positivo: pelo menos nós o temos aqui e isso é bom, muito bom! Melhor com ele, muito pior sem...

De encontro a essa análise vem a necessidade da contratação de um meia armador, lembrando que temos na teoria dois jogadores com essas características: Andrigo, que pode ser emprestado ao Juventude e Seijas, que se mostra insuficiente até o momento. 

Precisamos de um organizador, um meio campo cerebral, que possa reproduzir o futebol de D’Ale - mesmo que sem o mesmo brilho (servindo como uma sombra no bom sentido) -  mas que seja de um nível razoável e dê esse acréscimo de qualidade na sua ausência, para que possa agregar ao time sem modificar tanto a forma de jogar.

 Abraço a nação colorada!

Leandro Tavares / Contato: https://twitter.com/LeTavares5