O ex-goleiro do Inter, João Gabriel, concedeu entrevista nesta quinta-feira ao programa Conversa de Arquibancada, da Rádio GreNal, onde falou sobre sua época de Inter, o atual momento vivido pelo clube e de Guto Ferreira.  O ex-jogador se aposentou cedo. Considerado pequeno demais para atuar no gol, abandonou a bola aos 26 anos, se formou em direito e atualmente defende causas ligadas ao futebol. Confira os principais trechos da entrevista:

"Eu entrei com 10 anos no Inter. Passei por todas as categorias de base até chegar no profissional. Nas categorias de base ganhamos a Copa São Paulo (1998). O nosso treinador era o Guto Ferreira. Fiquei 17 anos no Inter praticamente. Dos 10 anos até os 27. Uma vida inteira. Mas o mais importante foi as amizades e os contatos que a gente faz na carreira em virtude de toda ".

"Não é de uma hora para outra que se faz um time vencedor. Isso se faz aos poucos. O Grêmio é o maior exemplo disso, pois o time está se formando há mais de três anos".

"Não tem que reclamar da torcida e da imprensa. Tem que jogar. O jogador tem que se preocupar em fazer o resultado dentro de campo".

"A semelhança que eu vejo agora com o passado (2002) é o momento nada tranquilo para o Guto colocar em prática as suas ideias. A pressão do resultado deixa uma marca de vitória a qualquer custo e tira a segurança dos atletas".

"Na época que eu comecei a jogar o Taffarel era o goleiro (do Inter). Isso incentivava muita gente a ir para o gol por conta do ídolo do clube".

"Aquela época era bem diferente da atual. O pessoal da base era praticamente da cidade e por parte dos juniores vinha mais gente do interior. Hoje em dia o intercâmbio já é muito grande desde a base. O futebol mudou. Os novos tempos fazem com que fique cada vez mais precoce a transferência de não profissionais para equipes grandes".