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Fazia tempo que não me irritava com uma derrota: vislumbres na Serra Gaúcha

Porthus Junior / Agência RBS

Fazia muitos anos em que eu não assistia uma derrota do Inter de maneira tão tranquila ou por assim dizer, sem me irritar, como ocorreu nesta quarta-feira no confronto contra o Caxias, pela 3° rodada do Gauchão.

Longe de dizer que tudo está a mil maravilhas, que somos um timaço ou que temos qualidade para projetar voos mais altos, menos, mas avaliando o presente e o comparando ao próprio Inter em épocas recentes acredito que, sem dúvidas, temos pontos positivos e que não se via há muito tempo.

Perder nunca é bom e ninguém gosta. Mas deixando isso claro, precisamos enxergar como os processos ocorrem em vez de olhar para uma partida de maneira rasa julgando apenas o resultado.

Jogar no Centenário nunca foi fácil para a dupla GreNal e já tivemos vitórias na Serra com performances imensamente inferiores ao desta quarta-feira. Isso quer dizer que coletivamente construímos - de maneira geral - uma atuação consistente, viu-se uma plataforma de equipe que se propôs claramente a cumprir suas funções dentro de campo (toque de bola, triangulações, inversões, trocas coordenadas de posicionamento, infiltrações) mas que teve nos atributos individuais e em um lance de puro infortúnio o resultado negativo.

Há dois anos o Internacional se resumia de maneira patética a chegar até metade do campo ofensivo adversário e RIFAR a bola na área. Éramos uma equipe que tinha dificuldades de trocar 5 passes e vivia do balão em qualquer marcação pressão. Essas duas características “pífias” resumem o anti-futebol que comandou o clube por dois anos seguidos, mesmo no famigerado gauchão, basta recordar as atuações de 2016 e 2017.

Em pouco menos de 3 semanas de trabalho - e serei 100% honesto - me causa ESPANTO o quanto o Inter mudou em comparação ao NADA desastroso dele mesmo em temporadas passadas.

Na partida contra o grená recordem-se de quantas bolas rifamos na área adversária sem nem alcançar a linha de fundo? Raríssimas. Quantos balões o sistema defensivo utilizou?

Outro detalhe que preciso destacar porque era algo que já nem sabíamos mais soletrar pelas bandas do Beira-Rio foram as INFILTRAÇÕES. Sem essa palavrinha mágica um time de futebol ataca basicamente com bolas alçadas e faltas, mas não, tivemos inúmeros momentos com esse tipo de jogada e sempre causando grande perigo as linhas do time adversário.

Os números também ajudam a dar sustentação as percepções interpretativas e cito alguns dados que merecem ênfase, como os 68% de posse de bola, 485 passes corretos diante de apenas 43 errados (diminuíram consideravelmente em relação a estreia, sinalizando uma melhora física e técnica), 13 finalizações contra 6 do adversário que atuava em seus domínios.

Claro que ainda temos muito a se ajustar. Algumas peças do elenco mostram-se insuficientes (laterais precisam ser contratados) e no segundo tempo tivemos uma queda de produção e infiltrações com o cansaço de D’alessandro, além de algumas substituições que me pareceram incorretas (como a não escalação de Nico entre os XI), mas gostaria de nesse momento da temporada saudar o que poderá se transformar em algo extremamente valioso e bem sucedido no clube.

Existem momentos para críticas fortes, quando nosso filho faz aquela bobagem de maneira irresponsável e um pai precisa agir, mas também temos aqueles onde é necessário entender o contexto de determinada situação. Odair assumiu uma instituição sem legado algum, um trabalho de NADA pós 2 anos seguidos de completo caos, crises, e reforçar o que tem se mostrado bem-feito justo nesta primeira derrota sob o seu comando me parece o mais recomendável.

Hellmann pela coletiva deu amostras de que teve uma leitura correta da partida e isso é extremamente salutar. Após ouvirmos entrevistas sem total sentido de realidade – como de Zago e Guto Ferreira, sem falar de 2016... – ao menos no presente o clube parece dar vislumbres de uma trajetória responsável e bem planejada.

Por https://twitter.com/Celta_Bardo

 

 

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