Há exatos 41 anos o mítico zagueiro Elias Figueroa se despedia do Internacional, com a seguinte declaração aos torcedores na época.

"Eu quero agradecer, o incentivo que recebi, os grandes momentos que passei no Internacional, dizer que é algo inesquecível na minha vida, ficará sempre na minha lembrança, no meu coração", dizia em sua despedidada.

Em seu twitter, o ídolo comentou a data histórica, nesta sexta-feira (26/1):

"Ha 41 anos partí desde Porto Alegre para voltar à minha patria, parte do meu coração ficou sendo gaucho para sempre... Agradeço à toda a nação vermelha que me acompanhou neste capitulo maravilhoso de minha vida e que jamais esquecerei.."

Em 1971 o chileno foi contratado junto ao Peñarol, onde jogava desde 1967, e deixou grande parte da torcida uruguaia revoltada (quando souberam da venda os torcedores se reuniram em frente à sede do clube uruguai e rasgaram suas carteirinhas de sócio em sinal de protesto).

Foi capitão e comandante da defesa do Inter de 1971 a 1976 e nessa passagem faturou dois campeonatos brasileiros (1975 e 1976) e cinco gaúchos (1971/72/73/74/75). Em 1974, 1975 e 1976 foi escolhido pela imprensa o melhor jogador da América.

Além de um zagueiro "quase-perfeito", de raçudo, elegante e de excelente técnica, Figueroa é muito lembrado como o autor de um dos gols mais importantes da história do Inter: o "Gol Iluminado". Assim ficou conhecida a cabeçada do chileno que deu ao Colorado o título de campeão brasileiro de 1975, vencendo o Cruzeiro por 1 a 0 no estádio Beira-Rio. Naquela tarde nublada, um "fio de luz" iluminava apenas uma parte do campo. Justamente aquela faixa onde Figueroa subiu para testar no gol cruzeirense e garantir o primeiro título brasileiro do time gaúcho.

Em 1977, saiu do Inter e foi jogar no Palestino do Chile. Passou também pelo Fort Lauderdale, dos EUA, que foi sua última equipe.

@Memoriacolorada / TERCEIRO TEMPO