2008 | Classificação na Bombonera

Após vencer por 2 a 0 no Beira-Rio, o Inter precisava enfrentar o temido Boca Juniors no Estádio da Bombonera pela Sul-Americana. Com uma grande atuação coletiva, onde se destacaam Alex e D'alessandro, os colorados não tomaram conhecimento do ambiente adverso e bateram novamente o Boca, dessa vez por 2 a 1, gols de Magrão e Alex, garantindo a classificação para as semifinais da competição.

A equipe de Tite encarou o Boca Juniors de frente, especialmente na metade inicial do primeiro tempo. A escolha de Álvaro na zaga, com Bolívar de lateral, foi um tiro certeiro. A equipe ganhou sustentação defensiva.

Não chega a ser uma novidade, mas sempre vale o registro: Guiñazu se destacou demais. Era difícil ver o argentino errar na primeira etapa. Foi combativo na defesa e eficiente na saída para o ataque. Começaram com “el loco” os avanços gaúchos ao ataque. D’Alessandro, pelo contrário, foi mal. Perseguido pela torcida boquense, ele foi participativo, buscou o jogo, mas perdeu quase todas as disputas individuais. Padeceu com a forte marcação xeneize. Suas falhas foram compensadas pela boa presença de Magrão e Alex. Nilmar não conseguiu se safar da defesa.

O Inter buscou jogar pelo chão. A tática foi evidente: triangulações por baixo, sustentadas na habilidade e na velocidade dos atletas colorados. Não foi o time gaúcho quem teve as melhores chances, mas se saísse o gol, não seria pecado algum. Aos 12, Alex fez bom lançamento para Nilmar, que dividiu com o goleiro García. O xeneize levou a melhor.

O mesmo Nilmar, aos 36, teve a melhor chance do período para o Inter. D’Alessandro encontrou Bolívar na direita. O cruzamento foi na cabeça do atacante, que concluiu fraco, sem problemas para o goleiro. Era um momento em que o Boca já era bastante superior.

Os argentinos, ao contrário do Inter, preferiram atacar pelo alto. Gracián foi o responsável por tramar as jogadas pelo meio e abrir para os laterais. Aí era cruzamento na área. Em um deles, Figueroa apareceu livre, mas mandou por cima. González, em chute cruzado aos 34, e Muñoz, em cabeceio aos 46, forçaram Lauro a praticar boas defesas.

Magrão se diz colorado. Sempre que pode, afirma que aprendeu a gostar do clube que defende desde o ano passado. E a comemoração dele com um minuto de segundo tempo prova que não é papo furado. Ele saiu correndo feito louco, parou no meio campo, colocou as mãos na cabeça, correu de novo, se jogou no chão de joelhos, olhou para a torcida do Inter e mostrou o distintivo. Era a vibração pelo gol que ele acabara de fazer. Nilmar recebeu pela direita e cruzou na área. Magrão, feito centroavante, mandou para o gol. E Magrão, feito colorado, comemorou com toda a força.

Aí o Boca resolveu responder. E a resposta atende pelo nome de Juan Román Riquelme. Com o craque em campo, os argentinos chegaram ao empate. Aos 11, Edinho dividiu com Dátolo, que caiu. Óscar Ruiz marcou pênalti. Riquelme cobrou e fez. Lauro quase defendeu.

O gol foi justo. Assim que fez o gol, o Inter recuou. O Boca colecionou chances antes de marcar. E manteve a pressão depois. A torcida foi no embalo. Cantou forte, tirando os gritos do fundo dos pulmões. O Inter sentiu um pouco, mas logo voltou a colocar a cabeça no lugar e os pés no chão.

Preciosos pés. Especialmente o de D’Alessandro. Sumido no jogo, ele recebeu uma bola pela ponta esquerda. Em diagonal, acionou Alex, que só desviou para o fundo do gol: 2 a 1 e festa gaúcha na Bombonera.

A vitória do Inter também passou por uma série de milagres do goleiro Lauro. O principal deles foi aos 29. Riquelme cobrou falta da meia-lua, naquela posição em que ele geralmente acerta. O goleiro vermelho caiu no canto e evitou o gol. Assim, permitiu que a festa vermelha fosse completa.

A torcida colorada deu uma incrível prova da sua força e invadiu o Estádio La Bombonera, em Buenos Aires: 4 mil torcedores lotaram o espaço destinado aos visitantes, protagonizando um belo show no lendário estádio. A imprensa esportiva argentina destacou a presença maciça de torcedores colorados. Segundo o Diario Deportivo Olé, em sua versão digital na internet, nenhum outro clube brasileiro trouxe uma torcida tão numerosa para Buenos Aires quanto a do Internacional.

BOCA JUNIORS: García, Barroso, Muñoz, Forlín e Calvo; Cardozo (Viatri, intervalo), González, Gaitán (Dátolo 8’/2ºT) e Gracián (Riquelme 8’/2ºT); Mouche e Figueroa. Técnico: Carlos Ischia
INTERNACIONAL: Lauro, Álvaro, Indio e Bolívar; Edinho, Magrão, Guiñazú, Marcão e D’Alessandro (Gustavo Nery, 30’/2ºT); Nilmar e Alex. Técnico: Tite.

1992 | GreNal na Copa do Brasil

No Estádio Olímpico, o Inter visitou o Grêmio pela abertura das quartas de final da Copa do Brasil, confronto que mobilizou todo o estado. Os tricolores saíram na frente no placar com gol de Alcindo, mas, no segundo tempo, o artilheiro Gérson recebeu da entrada da área e mandou no ângulo, deixando tudo igual e garantindo a vantagem colorada para o jogo de volta, quando o time colorado poderia empatar sem gols para passar de fase.

GRÊMIO: Emerson; Carlão, Paulão, João Marcelo, Xará; Jandir, Alaércio (Caçapa), Caio; Alcindo (Jairo Lenzi), Lima, Carlinhos.
Técnico: Cláudio Garcia

INTERNACIONAL: Fernandez; Célio Lino, Célio Silva, Pinga, Ricardo; Márcio (Simão), Silas (Zinho), Marquinhos, Elson; Maurício, Gérson.
Técnico:Antônio Lopes

Público: 52.252  / Juiz: José Mocellin / Cartões Amarelos: Fernandez, Márcio, Elson, Maurício, Gérson / Gols:Alcindo 04/2T, Gérson 27/2T

1955 | Campeão da Divisão de Honra

Ao vencer o Grêmio por 3 a 1 no Estádio dos Eucaliptos, o Inter conquistou a Divisão de Honra, como foi chamado o campeonato metropolitando com a inclusão de equipes de Caxias do Sul, encaminhando a conquista do título gaúcho. A vitória no GreNal veio com dois gols de Bodinho e um de Jerônimo.

INTER HOJE E SEMPRE / DANIEL ASSOL E DOUGLAS CECONELLO