Com William vendido no início do ano e fora da equipe desde que Guto Ferreira assumiu o comando técnico, assinou um contrato até 2022 com o clube alemão, onde se apresenta para o início da próxima temporada europeia. A venda do jogador rendeu cerca de 5 milhões de euros aos cofres colorados, dinheiro que o Inter recebeu e já consumiu, principalmente para pagar salários e direitos de imagem no início do ano.

Ou seja, por mais que haja necessidade, os recursos — cerca de R$ 18,5 milhões — não serão utilizados para reforçar o grupo que busca uma vaga na Série A. Nem zagueiro, nem meia, posições consideradas deficitárias. “A gente não gosta de falar muito, mas as pessoas sabem que encontramos o clube em uma situação muito complicada. Mas o Inter tem outras fontes de recursos, é um clube muito grande”, despistou o vice-presidente de futebol, Roberto Melo.

Em janeiro, quando Melo, o presidente Marcelo Medeiros e os demais dirigentes assumiram a gestão do Inter, havia vários meses de direitos de imagem pendentes. Os salários também estavam atrasados. A situação foi regularizada com a venda de William, que ocorreu ainda em fevereiro, e com a entrada dos direitos de televisionamento do Campeonato Gaúcho, que geraram mais R$ 12 milhões. E é justamente na falta de dinheiro que esbarra a busca por um novo zagueiro. Embora não admitam publicamente, os dirigentes analisam o mercado atrás de opções viáveis financeiramente falando. A sequência de falhas defensivas, como a que ocorreu no gol de empate do América-MG, terça-feira, fez soar o alarme de alerta.

Rodrigo Moledo ainda é o preferido, mas o Panathinaikos, clube com o qual ele tem contrato, voltou atrás e vetou a sua saída. O jogador está em Porto Alegre passando férias e ainda busca a sua liberação, pois quer voltar ao Brasil, mas os dirigentes colorados não demonstram muito otimismo. Por isso, outras alternativas já estão sendo analisadas, todas com investimento baixo.

Neste momento, quando Victor Cuesta está lesionado e não volta antes do final do mês, Guto Ferreira têm apenas quatro zagueiros à disposição. E nenhum deles atravessa fase favorável. O jovem Léo Ortiz, após começo promissor, falhou em alguns lances e passou a ser criticado pela torcida. Danilo Silva também está sendo contestado, apesar de ter jogado só três partidas na Série B. Os dois reservas esperam uma oportunidade: Ernando, que carrega o fardo de ter participado da campanha do rebaixamento, e Klaus, trazido do Juventude a pedido de Antônio Carlos Zago, mas que não faz bons treinos e não deve jogar.

Fonte: Correio do Povo