“O Inter vive uma situação séria e delicada. Mas temos a responsabilidade de saber que voltamos para a Série A. Sabemos que é preciso reforçar a equipe e já estamos trabalhando para isso. Porém, nem sempre as coisas acontecem na velocidade que desejamos”, observa o presidente.

Os salários dos jogadores foram postos em dia logo nos primeiros meses do ano — em janeiro, estavam até três meses atrasados. Houve renegociações de outras dívidas, mas o quadro social reduziu-se. Ou seja, as dificuldades continuam grandes. O clube precisará buscar recursos extras. Medeiros garante que existem alternativas, embora não diga quais são.

Os direitos de televisionamento de 2019 e 2020 para TV fechada, pay-per-view e internet podem gerar alguma receita. Porém, como a gestão de Vitorio Piffero antecipou as vendas dos contratos de 2021 a 2024 de todas as mídias para a Globo e, de 2019 e 2020, exclusivamente de TV fechada ao Esporte Interativo, há pouco o que negociar.

Com os dois contratos, o Inter arrecadou mais de 100 milhões em 2015 e 2016, já gastos. Outra opção é a venda de jogadores. Porém, neste momento, não há propostas. Rodrigo Dourado e William Pottker são os que têm maior mercado aberto. “O ano será apertado, mas nada comparado a jogar uma segunda divisão. Isso já superamos”, finaliza Marcelo Medeiros.

Fonte: Correio do Povo