Mesmo com o plantel mais caro da Série B, comparado até mesmo por alguns "especialistas" a um elenco de Série A, o Inter demonstrou dentro de campo todas suas deficiências e dificuldades em apresentar um futebol minimamente aceitável capaz de convencer o torcedor de que o time poderia ao menos ser o campeão da competição.

O título na verdade não importanto tanto pelo valor da competição, mas valeria muito no que diz respeito aos benefícios financeiros de terminar na frente e uma vaga direta para às oitavas de final da Copa do Brasil na próxima temporada, além da confiança de ter um time mais competitivo, pois afinal, ficar 4 pontos atrás gastando em torno de 7 milhões por mês com um plantel é um resultado muito insatisfatório...

O campeão, além da disputa óbvia para subir de divisão, pode estar entre o grupo que não precisa disputar as fases iniciais da Copa do Brasil de 2018, aliviando o pesado calendário no início da temporada. No regulamento atual, os clubes oriundos da Libertadores, juntamente com os campeões da Copa Verde, Copa do Nordeste e Segunda Divisão entram direto nas oitavas de final.

Em 2017, por exemplo, o Atlético-GO foi o beneficiado com o título da Série B de 2016 e acabou sendo eliminado pelo Flamengo. Se há o benefício de pular quatro fases iniciais, há também o ônus de enfrentar um adversário mais complicado. Afinal, o cruzamento com um clube que disputa a competição continental é praticamente certo.

Assim, precisamos sem dúvida comemorar o retorno à elite nacional após dois anos de enormes dificuldades, mas precisamos avaliar o trabalho como um todo e a qualidade do futebol apresentado. Apenas assim, poderemos almejar um 2018 de bons momentos e esquecer, de uma vez por todas, estas últimas duas temporadas. 

EDITORIAL