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Nico Lopez seria titular no meu Inter

Félix Zucco / Agencia RBS

Em todos os times e clubes de futebol existem os jogadores que agradam mais os torcedores em detrimento de outros. Muitas vezes não sabemos os motivos claros por determinada preferência e provavelmente a psicologia – adicionando fatores conscientes e inconscientes – poderia nos ajudar nesse debate. Uma declaração, um gesto, aquela postura, nem sempre essa avaliação é preto no branco.

Se a nossa percepção do que é melhor para o time se baseasse meramente em aspectos estatísticos, o trabalho do treinador e de todos os programas esportivos ao redor do planeta seriam irrelevantes e um super-computador poderia muito bem completar esta tarefa.

Assim, nesse assunto não existe verdade absoluta, embora,  sem dúvida, possamos encontrar por diversos momentos fatos quase que indubitáveis (se me perguntar quem é melhor, Messi ou Alisson Farias, resposta óbvia) mas que para se responder precisam estar baseados em aspectos objetivos enquanto o irracional perde relevância. 

Todavia existe um fator preponderante no futebol que o torna capaz das mais impressionantes aberrações matemáticas: o imprevisível. 

O imprevisível aparece quando aquela equipe mais fraca tecnicamente vence pelo placar mínimo com apenas 1 finalização diante de um rival que somou mais de 20. O imponderavel é o que torna esse esporte um dos mais apaixonantes, tornando possível a conquista do planeta com um gol de Adriano Gabiru. 

Deixando claro tudo isso, de que estamos se baseando em uma conversa com raízes objetivas e subjetivas, gostaria de expressar minha opinião sobre uma escolha de Odair Hellmann nestes primeiros dias de trabalho: Nico Lopez, não teria espaço nesse time?

Minha resposta: Sim, e muito.

Goleador do Inter em 2017 com 17 gols e 4 assistências, não consigo visualizar o uruguaio perdendo a posição para o também bom jogador, Camilo.

Antes, porém, gostaria de deixar claro que não tenho nada contra o camisa n° 21. O vejo como um meia de grupo excelente, de alto nível técnico, mas como disse anteriormente, para grupo.

Fazendo uma rápida comparação de estilos observamos que são duas peças antagônicas que brigam pela mesma faixa do campo (setor ofensivo e de ligação) que precisam também recompor para fechar a linha de marcação. Nico Lopez tem a seu favor o drible, a velocidade, o chute , seus pontos fracos são sua recomposição e incapacidade de lançamento. Camilo, por outro lado, tem o chute de média distância (tal como Nico) e o lançamento longo, mas carece de velocidade, drible e maior movimentação, tendo também a mesma debilidade na marcação.

O meia carioca tem impressionantes 8 assistências em 2017, o que fataliza as diferenças entre os dois: Nico é goleador, é profundo e tem seu forte na movimentação e triangulações curtas com seus companheiros. Já o ex-botafoguense é lento, tem menos intensidade e capacidade de movimentação, mas compensa isso com sua visão e inteligência analítica/técnica para projetar seus companheiros a gol.

Odair Hellmann tem um bom "problema" nas mãos, mas no meu ver a escolha - na teoria - mais acertada seria do uruguaio.

O novo comandante vermelho vem de maneira acertada postando e treinando o atacante charrua atrás do centroavante, posição onde rendeu melhor no Nacional. Ao que parece, o camisa número 7 pode se tornar um reserva de D’Alessandro, mas também por consequência, de Camilo. 

Dada a intensidade necessária para o início de um jogo, quando todos os atletas estão fisicamente mais competitivos, observo que o brasileiro demonstra mais dificuldades quando começa entre os XI do que quando vem do banco diante de um adversário mais desgastado e espaçado, deixando seu jogo mais interessante. Com o n° 7 teríamos mais intensidade, movimentação e chances de abrir as linhas defensivas do que com um jogador cadenciador e lento. Ou seja, maior chance de imprevisibilidade e criatividade. 

De igual, temos que saudar as boas opções no atual elenco e acredito que qualquer decisão tomada pelo treinador alvirrubro necessite de pelo menos uma sequência de 8 a 10 jogos, em um time minimanente organizado, oportunidade que quase nunca foi dada a Nico Lopez no passado. 

Deixem suas opiniões!

Um forte abraço!

Por https://twitter.com/Celta_Bardo

 

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