A cada dia que se passa, percebemos menos fios de cabelo, algumas rugas, o cansaço transparecendo. A cada jogo, vamos nos acostumando com as substituições no segundo tempo, vamos nos adaptando para ver um substituto, possivelmente, Camilo. Ano passado, choramos com a sua saída inesperada, não soubemos lidar com sua ausência, pecamos, não tínhamos vibração no vestiário, não havia mais forças.

Ele voltou, no momento que mais precisamos, quem diria que teríamos D’Alessandro novamente, para nos recolocar a elite do futebol brasileiro? Ele pisou novamente na sua segunda casa, em meio a dúvidas, sua idade era a maior preocupação para um campeonato tão disputado como a série B é. A princípio, D’Ale não jogaria todos os jogos, principalmente os bem longe de Porto Alegre. Hoje, ele só fica fora por suspensão e Deus não me ouça, por lesão.

A quem muito duvidou, D’Ale calou. Nós colorados, sempre soubemos da sua capacidade, era óbvio que ele daria a vida por nós em cada jogo, como sempre fez, mas D’Ale, a cada gol, a cada passe, vibra como se fosse um menino que veio da base, como Rodrigo Dourado, a cada lance, um desabafo. D’Ale se fez presente nessa Sexta, se apresentou para ela e mostrou para todos, que idade é o que menos importa quando se tem raça, vontade, sabedoria, técnica, quando se é um gênio chamado D’Alessandro.

Nós sabemos que tua despedida dos gramados, está cada vez mais próxima e que será difícil se acostumar com as substituições frequentes, será complicado aceitar, mas saiba D’Alessandro, que somos muito gratos por tudo que tu fizeste por nós, por cada jogo que tu vibraste como louco, que nos fez acreditar e cantar mais alto. E para completar, nós jamais nos esqueceremos de você, maestro D’Alessandro.

Tua torcida te ama, D’Alessandro tu é eterno.

Por Lara Vantzen Kempfer / Contato: https://twitter.com/lara_vantzen