Segundo depreendo da leitura do que as páginas esportivas dos nossos jornais andam escrevendo e pelo que ouço nas rádios e televisões, parece-me que o Rio Grande do Sul tem dois novos grandes clubes de futebol: Grêmio e Chapecoense. Eu sei, eu sei, a Chapecoense é catarinense, da cidade de Chapecó, mas foi inteiramente adotada pelos jornalistas esportivos locais e trazida para o nosso meio, em substituição à uma equipe que desapareceu: O Internacional. Assim como foi com o Nacional, Força e Luz, Veronese (Canoas), o Internacional não é mais nada, na ótica e no interesse financeiro dessa corja que se intitula “adoradores da Verdade”. Basta ver as páginas esportiva de uns três meses para cá. Enquanto o tricolor estraçalha em termos financeiros e traz jogadores diferenciados como, Leo Moura, no alto de seus 38 anos bem vividos, o Inter traz apenas jogadores sem grande expressão e com duvidosa qualidade técnica.

O Inter está lentamente sumindo das páginas esportivas. O tricolor traz um centroavante peruano, de 20 anos, que já havia passado pelas categorias de base do time do Humaitá. Ah, mas agora ele é uma maravilha, um jogador como poucos, além de tudo, jogou na Holanda. Renato recebeu páginas e páginas da edição de sábado, para mostrar como se dirige um time, deixando embasbacada a corja de entrevistadores e admiradores do “famoso” treinador.

O esperto wianey carlet diz claramente que o time tricolor está pronto para vencer o que aparecer pela frente. Em contrapartida, falta tudo ao Inter, com exceção do goleiro Danilo Fernandes. A contestação que se faz ao trabalho do Antonio Carlos Zago, começa quando ele nem mesmo tem todos os jogadores à disposição e está no início dos treinamentos com um Inter em formação. Os “comentaristas” fazem caras e bocas diante das afirmações do treinador colorado. O ar de deboche está em todos os rostos dessa gente. Além disto tudo, entra a Chapecoense, debaixo dos elogios mais candentes dos nossos jornalistas. Tudo o que a equipe catarinense vem fazendo é motivo para comemoração, fartos elogios, demonstrações de alegria pela notável recuperação do time de Santa Catarina.

E continuam as estatísticas....Agora é a vez do Hiltor Morbach ingressar no rol dos estatísticos de plantão. A última refere-se ao valor do elenco dos clubes brasileiros. Segundo ele, o tricolor dele está em 3º lugar, valendo 320 milhões de dólares, com o Luan ponteando com 12 milhões de dólares. Enquanto isto, o Inter está em 11º, valendo uns cento e poucos milhões de dólares. A pergunta que fica é a seguinte: Valendo tantos milhões de dólares, por que não consegue pagar as contas e nem mesmo o salário dos empregados ? O Luan vale 12 milhões de dólares, mas quem irá comprá-lo por este valor ? O engraçado na pesquisa feita pela revista Forbes, segundo diz o Hiltor, é que a Arena deles entra na conta dos milhões. É a primeira vez que um bem imóvel é cotado como propriedade de alguém que o aluga ! Na verdade, a Arena, sabemos todos, pertence a OAS. Só depois de pago o valor ajustado para a Arena, é que o tricolor poderá dizer que o troço é dele. Até lá, a Arena é contabilizada pela OAS e deve constar de seus balanços. Por aí, a gente já vê que a tal estatística é fajuta. Uma coisa que o Hiltor não fala é quanto vale o Beira-Rio, este sim, contabilizado pelo Inter.

Domingo, inicia-se o Campeonato Gaúcho. Creio que, até lá, o Inter esteja com o time titular escolhido e bem treinado, para dar uma resposta aos calhordas que estão nos secando. Na hora da verdade, quero ver quem pode mais.

Pois o time sub-20 do Paulista de Jundiaí foi eliminado da Copinha São Paulo, porque um dos zagueiros do time é “gato”, ou seja, dizia ter 20 anos, mas tinha 22. Para piorar, o nome dele não é Brandon, mas Helcio ou coisa parecido. O verdadeiro Brandon está preso no Rio, por ser traficante de drogas. Para muitas pessoas, o caso deve ser uma surpresa, menos para aqueles que acompanham tais campeonatos. Numa quantidade enorme de times, vê-se jogador com rugas, cabelo grisalho, ar de adulto, coisa que não combina com um “sub-20”. Há muito tempo que os times do centro do País vem apresentando uns times de jogadores taludos, grandalhões, flagrantemente com mais idade do que os 20 anos exigidos pelos patrocinadores. Quer dizer, a fraude corre solta mas só o pobre Paulista pagou a conta. Seria bom que os idealizadores destes campeonatos fizessem algum tipo de verificação nas inscrições dos times.

Até a próxima.

POR PAULO LONTRA