Este sábado poderá ser o início de uma nova era para o Sport Club Internacional. Anote esta data caro torcedor, 11/11/2017, pois ela poderá ser o marco em que o colosso vermelho passou pelo mais baixo e enfrentou desafios jamais vistos. Crises internas, pressões, falta de recursos, protestos, até falta de futebol… e mesmo assim, humilhado, estamos prestes a encerrar essa angústia com o pescoço levantado.

Mesmo no seu momento mais medíocre e claro, graças a dirigentes e políticos sem escrúpulos, um mar de indivíduos em vermelho sempre assegurou um caminho de amor incondicional pelo entrelaçado S,C e I.

Não tenho dúvidas em afirmar que a torcida colorada é a ÚNICA do Brasil que se manteve fiel com o incrível número de 100 mil sócios mesmo após um descenso da maneira como foi, com uma federação fajuta ameaçando uma nação através de um tribunal de fantoches, já provamos isso.

O clube foi jogado em um lamaçal de vergonha quando todos se esqueceram – ou por oportunismo ou por gremismo – que a história de um Gigante do Povo, o primeiro a ter uma associada mulher, o pioneiro a aceitar negros no RS, a se orgulhar de todas as nacionalidades, o primeiro em ser gigante por ideais e não apenas por uma bola, representa muito mais para cada um de nós.

Todos tentaram nos humilhar, mas assim como o inferno da Série B, cada calo e machucado nos tornaram mais fortes. Estamos ressurgindo vagarosamente para trilhar o nosso caminho. Não será fácil, talvez até nem se confirme neste sábado, mas nossa obstinação está cada vez maior.

Pagamos a desonra do rebaixamento no campo. Parafraseando o eterno capitão Fernandão, não “subimos ou conquistamos a vaga para a Série A por sorteio ou no tapetão”. O acesso será o fim que dará a chance de um novo recomeço. Será o encerramento de um clico de sofrimento que teve nessa trajetória inúmeras reformulações. Essas mudanças precisam e devem ser contínuas para 2018 mas só poderão ser imaginadas após a confirmação do acesso, é como uma linha sem um ponto final                                   . Capitche?

Assim, vistamos o manto vermelho e rumamos ao Beira-Rio, se não pela presença física em espírito e alma. Passamos por isso juntos e sairemos da mesma forma. O Papai está voltando para ressurgir mais forte e o limite é até onde nosso amor pode alcançar. Por Fernandão, não desistamos de lutar e de te apoiar, seja aonde for.

Claro que não fizemos mais do que a nossa obrigação, mas às vezes devemos analisar um evento não pelo objetivo em si e sim pelas histórias vivas trilhadas nesse caminho. Jogamos em todos os recantos do país sempre com o espaço de visitantes lotado. Provamos que a nossa essência é o alvirrubro.

O Clube do Povo aprendeu a lição de que suas origens e sua história são o que existe de mais magnífico. Chegou a hora de voltarmos a voar sem nos esquecermos das lembranças de cada cicatriz. Chega desse pesadelo, demorou mas o Inter acordou e no fim, estará mais forte do que nunca!

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