Uma semana de treinos foi o tempo estipulado pela diretoria alvirrubra juntamente com seu pupilo Guto Ferreira, para que a equipe engrene ou que pelo menos houvesse uma evolução na forma de jogar, a primeira opção não foi cumprida, a segunda tão pouco, a soma dessa equação tem zero como resultado, zero compactação, zero criatividade, zero futebol!

A vitória em Pelotas pareceu dar uma falsa impressão da progressão do trabalho, mesmo que fosse minúscula, na forma de se organizar e assim em conjunto estabelecer uma forma de atacar, o triunfo contra os xavantes passou distante do Inter que a torcida pretendia e acreditava ver nessa série B, mas fez o necessário para vencer, simples assim, teve a mínima noção do que precisava para tal, e executou de forma simples.

É claro que baixíssima qualidade tanto individual como coletiva nessa partida frente ao Boa Esporte chamou a atenção, e essa falta de criação das jogadas explica muito bem o revés, mas quero me referir a um fator muito característico daquele time do ano passado, parecendo não desconectar-se do atual elenco, a questão da gana em campo é uma qualidade em falta hoje dentro do Beira-Rio, se contam nos dedos nesse momento os atletas que se doam por essa camisa e isso não é uma crítica mas sim uma constatação, esse atributo não se mostra apenas como “algo a mais” mas um “tudo” se tratando de algo essencial, especialmente em um torneio como esse que o desejo de conquistar os três pontos, por vezes supera a técnica e até mesmo a tática.

Mais um jogo em que o grupo de Marcelo Medeiros, Roberto Melo e cia passa sem rematar ao menos uma vez no gol adversário, e essa falta de imaginação para a criação dos espaços ou mesmo para uma alternativa individual que abra a defensiva rival, foi a razão chave para derrota em casa jogando com um frequentador da zona de descenso, quem não chuta, não marca!

Abraço a nação colorada!

Leandro Tavares / Contato: https://twitter.com/LeTavares5