A primeira partida das finais do Campeonato Gaúcho realizada acabou em empate por dois tentos para cada lado, jogo esse que teve o colorado como maior domínio de bola sendo igualado pela enorme eficácia da equipe anilada quando as chances lhe foram apresentadas, o título será decidido no próximo domingo em local a ser definido.

O duelo se iniciou com uma maior posse de bola colorada, algo até corriqueiro nas equipes de Zago, mas também por muitas vezes sem objetividade, enquanto os visitantes faziam um primeiro tempo quase perfeito naquilo que se propuseram, ou seja, compactação defensiva e saída rápida, e foi assim que marcaram seu primeiro gol com João Paulo na cabeçada provinda de um escanteio, Antônio Carlos por sua vez continuava apostando na sua trinca de volantes, sendo dois deles de primeira função.

Na segunda etapa o comandante alvirrubro se viu obrigado a sacar um de seus homens da volância e promover a entrada de Roberson, alteração essa que modificou completamente a situação: o Inter chegava ao seu melhor momento na partida, refletindo assim o gol de igualdade no chute do próprio camisa 19 que culminou no gol contra do arqueiro Matheus. Nesse instante a torcida se inflamou e empurrou o time que foi para cima em busca da virada, mas ela não contava com o gol de Assis, novamente em bola parada na falha de Keiller (que está isento de qualquer cobrança pois se não fosse ele nem estaríamos na final) o dono da melhor campanha na fase de grupos passava a frente mais uma vez.

Quando a “peleia” se encaminhava para o seu desfecho, D’Alessandro encontrou Nico López em um passe magistral com sua perna esquerda, o uruguaio empurrou para o fundo das redes dando números finais ao primeiro confronto ainda dando tempo para mais uma lesão de goleiro nesse ano, dessa vez foi a jovem promessa colorada que precisou abandonar o campo.

Analisemos ao fato de que o Inter teve a maior posse de bola - destacada pelo treinador alvi-rubro após a partida - mas de maneira improdutiva, faltou objetividade,  verticalidade. Nico López foi o melhor pelo menos no primeiro tempo quando o time não conseguia nada, o uruguaio foi o único a pelo menos tentar.  D'Alessandro em mais um lance brilhante deu o gol de empate para Nico López mas é pouco, o Inter não pode ter lampejos em uma final em casa.

Como vou criticar Roberson? Ele entrou e o Inter melhorou, ele saiu o time estagnou, eu sou justo, é minha opinião! 

Carlos passou o jogo todo entre a zaga do Novo Hamburgo sem ação nenhuma, e o Zago manteve por 90 minutos uma peça nula no time.  O comandante colorado corrigiu seu erro (Anselmo) mas não o de Carlos que foi uma figura inexistente em todo o jogo.

O Inter precisa reavaliar sua bola aérea defensiva para a segunda partida, o Novo Hamburgo percebeu esse defeito e a explorou durante todo o jogo.

Para finalizar, Zago escalou muito mal o time com três volantes sendo dois deles de primeira função pra quem tinha o dever de propor o jogo em casa. Enfim, o empate de 2x2 no Beira-Rio mostrou que o Inter tem melhores valores individuais mas o Novo Hamburgo tem mais conjunto.

Abraço a nação colorada!

Leandro Tavares / Contato: https://twitter.com/LeTavares5