Confira uma entrevista do lateral direito Winck ao Globo Esporte sobre vários temas do Inter.

loboEsporte.com - Como foi o ano de 2017 para você?

Cláudio Winck - Acho que foi um ano muito importante na minha carreira. Comecei no sub-23. Joguei bastante. Fiz 17 jogos e marquei 10 gols. Depois consegui o que buscava, que era voltar ao time principal. Acho que também foi muito bom. Fiz 21 jogos e dois gols. Fizemos uma boa campanha. Me firmei e colocamos o Inter novamente na Série A. Ficará marcado na minha memória. Foi o ano que eu dei a volta por cima. Espero manter no ano que vem e conquistar ainda mais com o Inter.

O período no sub-23 não fez você desanimar?

No início, eu fiquei um pouco triste. Eu queria estar com o pessoal lá em cima, mas sempre busquei treinar bastante e me destacar. Eu sabia que, em algum momento, precisariam de um lateral e que precisava estar pronto quando a oportunidade viesse. Sempre procurei pensar em fazer o melhor.

O que passou pela cabeça quando o chamaram para o grupo principal?

Eu acompanhava bastante. Sabia que o pessoal precisava de um lateral. Ninguém tinha se firmado. Quando me chamaram, eu pensei que iria para jogar e não completar grupo. Foi o que ocorreu. Só fiquei uma vez no banco, contra o Boa (derrota por 1 a 0 no Beira-Rio). Depois, consegui ter uma sequência boa. Foi um ano bem legal. Como grupo, amadurecemos bastante. Enfrentamos muitas dificuldades. Saímos bem fortalecidos.

Qual lição fica para o ano que vem?

A pressão foi muito grande. Tínhamos que confirmar logo o acesso. Todo mundo sempre esteve muito pressionado. Aprendemos a jogar com a pressão maior que a natural por atuar no Inter. Me encaixo nisso. Foi uma experiência fantástica. Cresci em vários sentidos. A Série B é bem complicada. Você joga contra adversários menores, sempre precisa buscar o jogo. Crescemos em todos os aspectos.

 

Quais são seus planos para 2018?

Trabalharei como sempre fiz. Forte. Quero ser titular de novo. Quero muito mais um ano como titular. Jogar seis meses me deixou um gostinho muito bom. Foi minha melhor fase no Inter. A maior sequência que eu tive e quero continuar no ano que vem na Série A e no Gauchão. Buscarei isso.

O que o torcedor colorado pode esperar do retorno à elite?

O Inter é muito grande. Sempre busca lá em cima. Todos os Brasileiros que disputei com o Inter, ele brigou lá em cima. Em 2014, classificamos para a Libertadores. No ano seguinte, só fiquei seis meses, mas também na parte de cima. Esperamos fazer um grande campeonato. Pensaremos jogo a jogo, que é como entendo ser o mais certo a trabalhar para conquistar as vitórias. E, de repente, conquistar algo grande no ano que vem.

O que seria esse algo grande?

Dá para pensar em Libertadores. Se conseguirmos realizar um bom trabalho, dá para chegar lá em cima na tabela. O Inter é acostumado a vencer. Faz parte da grandeza pensar isso.

E os gols do Winck aparecerão?

(Risos) Acredito que sim. Contando com o time B, eu fiz 12. Na Série B, queria fazer mais. Errei alguns. Teve bola na trave, mas faz parte. Aparecerão sim. Sempre chego à frente. Gosto de fazer gol. É uma característica minha. Espero que consiga marcar ainda mais.

Como você espera o Inter com Odair no comando?

Já tivemos duas, três semanas com ele. Foram muito boas. Tivemos duas vitórias e um empate. Ele é um cara que todo mundo gosta. Entende muito de futebol e estuda bastante. O grupo fechará com ele. Tem tudo para dar certo.

Agora é só curtir as férias?

Tiramos um peso muito grande com o acesso. Após o jogo com o Oeste (empate em 0 a 0), ficamos bem felizes. Agora, descansarei bem porque ano foi muito longo, desgastante, para iniciar 2018 com tudo. Terá futevôlei, tudo. De repente, rola um surfe também. Sempre faço algo. Nunca fico parado. Lá em casa, jogo futevôlei com meus irmãos. Estou sempre ativo.

Fonte: Globo Esporte