Texto por Colaborador: Redação 25/07/2020 - 23:00

O vice-presidente de futebol do Inter Alessandro Barcellos se juntou ao técnico Eduardo Coudet nas críticas após o empate em 1 a 1 em Bento Gonçalves. O dirigente admitiu que o Colorado ainda não sabe onde irá atuar na partida contra o Aimoré, mas que espera que a situação seja resolvida até segunda-feira (27). Confira suas principais declarações na entrevista coletiva pós-jogo:

Condições para se jogar em Bento: "Estamos trabalhando com situações em que o Inter possa desempenhar sua condição de mandante em gramados com condições melhores. Espero que até segunda consigamos resolver, junto com a federação, para atuarmos em um gramado melhor. As alternativas estão todas abertas. O nosso objetivo é fazer essa partida em uma cidade e um estádio com uma condição boa de gramado. Acho que o CT de Alvorada e o Beira-Rio poderiam ser liberados (...)  Não é demérito do Caxias e do Esportivo, mas muda o jogo. Tanto é que os dois gols saíram de bola parada. Eu valorizo a entrega do grupo para jogar com todos obstáculos que estamos enfrentando”.

Aonde mandar os jogos: "Nossa casa está preparada do ponto de vista sanitário. Tem o mesmo nível de protocolo (até maior) em relação ao Centenário e a Montanha dos Vinhedos (...) Nós vamos continuar trabalhando para transpor esses obstáculos. O primeiro deles a pandemia. A nossa casa está à disposição e preparadas pra receber os jogos. Isso não depende do clube, mas das autoridades locais. Estamos tentando e fizemos um pedido pra jogar em Alvorada. Esperamos que domingo e segunda resolvamos essa questão com o presidente da FGF que está e deve estar nos ajudando. Nosso objetivo é fazer a partida numa cidade e num gramado que nos dê condição".

"Quais foram os avanços que tivemos em relação a pandemia que tem alguma correlação com o futebol? É uma avaliação que deve ser feita e ser liberado jogar pelo menos no CT do Inter. Daqui a pouco, não vamos ter campo e município pra jogar o Gauchão. A continuidade passa por termos locais e condições para que as partidas aconteçam".

Avaliação do empate: "Tivemos condições de sair com a vitória, mas infelizmente não conseguimos. Vocês acompanharam hoje e viram a diferença do nível técnico do jogo. A gente, evidentemente, buscou alternativas o jogo todo. Tivemos condições de sair com a vitória mas não foi possível. Além disso, estamos falando de um retorno de temporada depois de 130 dias. Claro que tem reflexos em todos os clubes. Já fizemos nossa avaliação interna depois da derrota da última quarta. Foi um jogo disputado o Gre-Nal, mas não foi bonito. Temos que ter convicção no trabalho para superar essas condições adversas. Se tivéssemos ganho aqui, falaríamos a mesma coisa do gramado".

Avaliação pós-retorno: "A aquisição de ritmo de jogo, a necessidade de obter isso tem reflexo não só no Inter como em outros clubes. O jogo (contra o Grêmio) foi um jogo disputado, decidido em uma bola, mas não foi um jogo bonito. Se acham que foi, eu largo minhas convicções de futebol. O Inter tá preparado pra jogar futebol, não rugby ou outro esporte. Não podemos nivelar o futebol gaúcho por baixo. Todo mundo quer o espetáculo".

Revolta de Coudet: "A declaração do Coudet não se trata de desistência e sim de constatação. Vocês não estavam aqui. Nós queremos jogar futebol."

Qualidade do campeonato: "Se fosse simplesmente orçamento, não seríamos campeões em 2006. Então comparar isso é um falso debate. Precisamos olhar pras condições técnicas. Eu aproveito para clamar que as autoridades avaliem, junto às prefeituras que tão recebendo os jogos, quais são os impactos dos jogos na parte da saúde pública. Daqui a pouco, não vamos ter campo e município pra jogar o Gauchão. A continuidade passa por termos locais e condições para que as partidas aconteçam".

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