Texto por Colaborador: Redação 16/03/2020 - 19:00

A pandemia do coronavírus começa a impedir muitos habitantes do país devido a quarentena, com o objetivo de evitar maiores casos de contágio ou a propagação do mesmo. É por isso que o SCInternacional.net inicia um ciclo de vídeos e recordações que recupera grandes momentos da história colorada.

Neste caso, no centro, o Mundial Interclubes de Fustal de 1997, que completa 23 anos nesta segunda-feira (16). Com gols Manoel Tobias (2), Vandré e Carlinhos, o Inter se tornou um dos poucos clubes a se vangloriar Bicampeão do mundo, ainda mais por modalidades distintas.

Em 2006 o Internacional conquistou no futebol um título inédito na sua história: o Mundial de Clubes Fifa, após vencer o Barcelona por 1 a 0 em Yokohama, no Japão. Mas o confronto entre os dois clubes já havia ocorrido nove anos antes. No dia 16 de março de 1997, as equipes de futsal de Inter e Barcelona decidiram em Porto Alegre o título do Mundial de Futsal, em um jogo que ficou marcado no esporte alvirrubro.

Antes de encarar o Barcelona, contudo, o Colorado teve pela frente adversários difíceis na competição. “A principal dificuldade no Mundial foi que enfrentamos o campeão holandês Bunga Melati, um time muito bom, e fomos surpreendidos, um pouco pelos outros jogos terem sido goleadas em sua maioria. A partida ficou fácil no primeiro tempo – estávamos ganhando por 5 a 1 – e aí demos uma relaxada e, no segundo tempo, os holandeses viraram para 7 a 5. E esse resultado fez com que nós ficássemos em segundo na chave. Isso foi um aviso de que mesmo em casa poderíamos perder o título”, lembra Ortiz.

A experiência da equipe colorada, que mesclava jogadores já consagrados na Seleção Brasileira com outros que estavam despontando no cenário nacional, fez a diferença. “A equipe tinha vários jogadores de grande importância, como Serginho, goleiro de Seleção Brasileira há mais de 10 anos, multicampeão, eu, com o mesmo tempo de Seleção, Manoel Tobias, começando uma carreira, mas já com grandes títulos pela seleção, e outros jogadores menos conhecidos e com menos títulos pela Seleção, mas também com muitas conquistas dentro do Internacional, como Carlinhos, Edinho e Vandré, além de jogadores de Porto Alegre, como o Barbosa, que ajudaram a formar um time coeso em todas as suas posições”, conta Ortiz.

Na grande final contra o Barcelona essa força da equipe foi fundamental para superar a marcação diferenciada dos espanhóis. “Sofremos uma marcação diferente do normal dentro do futsal, de jogadores deixando o jogo rolar e marcando individualmente sem olhar praticamente para a bola. E eles conseguiram essa marcação principalmente em cima do Manoel Tobias, que era o nosso organizador, e isso dificultou um pouco a nossa organização. Mesmo assim conseguimos fazer 1 a 0 com o Manoel no primeiro tempo.” Na segundo etapa, dois gols do Barcelona em lances de falta deixaram o jogo tenso. “Aí foi uma pressão muito grande até o final, um nervosismo, com 16 mil pessoas nos ajudando e a gente sendo batido dentro de casa, até que veio um gol no final, com o Manoel novamente, em uma jogada do Leandro que estava me substituindo no momento”, narra Ortiz.

Com o empate o jogo foi para a prorrogação, o que renovou a confiança colorada. “Os jogadores passaram a ver que era possível conquistar o título e nós conseguimos, em uma falta direta em cima de mim, no meio da quadra, fazer o gol da virada com Vandré. E no segundo tempo da prorrogação eles estavam em cima para empatar e levar para os pênaltis, e num contra-ataque o Carlinhos driblou o goleiro e acabou marcando o quarto gol que deu a tranquilidade para todo mundo e o título para o Internacional”, destaca o ex-pivô colorado.

Confira alguns registros jornalísticos da época (por @memoriacolorada)

JOGO COMPLETO

fonte: site da Federação Gaúcha de Futsal / Internacional / @memoriacolorada

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