Texto por Colaborador: Redação 28/07/2020 - 11:40

O executivo de futebol do Inter Rodrigo Caetano foi entrevistado pelo canal Vozes do Gigante nesta segunda-feira. Em uma longa entrevista para o canal de jornalistas Colorados, o dirigente do Clube do Povo respondeu sobre vários temas, desde o desempenho do time neste retorno de temporada como projetando o futuro com o Brasileirão e a Libertadores. Confira os principais trechos.

TEXTO:

A retomada do futebol e nível de jogo do time: "As dificuldades iniciais eram previstas, mas temos de superá-las para recuperar o nível de performance antes da parada"

O problema de onde atuar: "É inviável colocar iluminação no CT neste momento. A curto prazo e no quesito valores. Se no Brasileiro, se for viável, o CT será nossa casa. Vamos ver quanto tempo a restrição segue. Alvorada é uma extensão da casa do Inter, o Beira-Rio. Tem as melhores condições para jogos, está acostumado e tem toda a infraestrutura. Agradecemos à prefeitura de Alvorada".

Lojística para a estreia do Brasileirão: "Ainda não sabemos como vamos a Curitiba, por conta da malha aérea. Temos dificuldades imensas por conta dessa pandemia. Será um ano atípico e com dificuldades inusitadas".

Acusações irresponsáveis do lado gremista: "A irresponsabilidade de quem falou que o Inter treinou antes do permitido, nosso segundo tempo no Gre-Nal deveria ser muito melhor. Tivemos muitos erros de passe, fora do normal"

Avaliação do elenco para reforços e saídas: "Com a inatividade, o Inter terá jogadores que não estarão em suas melhores condições físicas e técnicas. É necessário que façamos uma avaliação e façamos as correções pontuais".

O trabalho na Libertadores: "Pela questão de viajar a outros países, na Libertadores vamos com voos fretados. Mas no Brasileiro não é possível, pela questão financeira"

A derrota no clássico e o desempenho abaixo no segundo tempo: "Ninguém aqui fica feliz com o resultado que tivemos no clássico. Não podemos desconsiderar os 120 dias de parada. Vamos aceitar as críticas e avaliar as que podem ser construtivas"

Declarações do Edenilson: "Quando o Abel veio ao Beira-Rio e disse que era normal perder para o Inter foi colocado uma espada na cabeça dele. Não façamos isso com o Edenilson. Eu entendo que Edenilson se referiu que seria normal perder o Gre-Nal pelo imprevisível, pelo fato dos 120 dias longe dos gramados. Fiquem tranquilos que jamais vamos tratar como normal".

"A amostra desse último Gre-Nal está fora de contexto. Eu entendo a frustração porque eu também estou frustrado. Ou pensam que eu ou alguém saiu do Centenário feliz??"

As declarações de Coudet: "Coudet quis dizer que é incoerente da parte dele como líder treinar e cobrar algo no treino e não conseguir pedir o mesmo em estádios desse nível. Nesse sentido que ele se refere. A forma com que o Coudet propõe o jogo é prejudicado pela condição dos gramados. Ainda assim, no Gre-Nal, tivemos 65% de posse de bola"

"Não vamos jogar para a galera. Eu entendo o torcedor está frustrado. Porquê a amostragem anterior foi ótima. E vamos correr para voltar a ter a melhor forma de jogar, como antes".

Sobre Yuri Alberto: "Yuri Alberto é um bom negócio de ocasião, tem perfil experiente, mesmo que ainda jovem. Vejo que ele tem característica para ser o companheiro do Guerrero no ataque"

Aproveitamento de jogadores do elenco: "Ao longo do tempo Coudet tem parado de pedir novos jogadores. Tem valorizado Pottker, Sarrafiore e os demais que estão aqui. Se acharmos que os jovens estão aqui sem jogar, sem competir, eles voltarão para competir nas categorias em que estão inscritos. Como paramos com os jogos e treinos da base, chamamos os jovens promissores para treinar no Parque Gigante. Foi a forma que achamos para reduzir os problemas da pandemia".

"Se tudo der certo a respeito de Yuri Alberto, o que sabemos é o Santos o afastou dos treinos. É difícil saber se ele chega pronto para jogar. Mas é jovem. Tem melhor metabolismo".

Situação de Natanael: "Natanael foi retirado da lista do Gauchão por questão técnica. Temos Moisés e Uendel e o Chacho preferiu o Léo Borges em vez do Natanael. Natanael teve boa análise do Capa, falamos com Paulo Autuori, ex-treinador dele, veio, teve problema de lesão e perdeu espaço. Se ele não der certo, vamos ter de fazer movimento de mercado".

Necessidade de vendas: "Inter continua precisando vender atletas. Mas vamos fazer de tudo para que, se ela vir, seja representativa e valha o peso da perda esportiva pela questão financeira"

"Tivemos consultas que passaram de simples consultas. As ligas europeias tiveram suas janelas ampliadas. Vamos ver o que pode acontecer. Gostaria que fosse apenas uma venda",

Contratação do Jussa: "O Chacho pediu um volante com boa saída de bola, canhoto, que pudesse jogar de zagueiro. Ele não pediu o Matheus Jussa. Então, o Capa trabalhou nisso e fomos atrás do jogador. Chacho sempre faz contato com os jogadores que chegam para que ele saiba como funciona o jogo no Inter".

Permanência no clube: "Meu contrato vai até dezembro e seria frustante não concluir a temporada. Em janeiro estaremos vivos em todas as competições. Espero estar aqui e ver o Inter disputando títulos. Não podemos aguardar até dezembro para ficarmos reféns e contar com o imponderável. Imaginarmos um valor e o mercado que determina o valor do atleta".

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