Texto por Colaborador: Redação 24/03/2020 - 19:50

A paralisação por conta da Pandemia do Coronavírus trará a necessidade de várias adequações dentro do futebol brasileiro. A mais delicada delas, uma possível redução salarial, já começou a ser discutida. A Comissão Nacional dos Clubes enviou uma proposta para a Federação dos Atletas Profissionais de Futebol, segundo informação inicialmente divulgada pelo globoesporte.com.

A proposta é de dar aos atletas férias coletivas a partir de abril, 10 dias de férias entre o fim do ano de 2020 e início de 2021 e redução de 25% nos salários dos jogadores. Tudo dentro do permitido pela legislação brasileira. A resposta é aguardada até esta quarta-feira, enquanto que o presidente do Sindicato dos Atletas de Futebol do Rio de Janeiro, Alfredo Sampaio, comentou sobre a questão em entrevista a Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre. "É um momento diferente, ninguém pode querer privilégios. Mas, para um jogador que está com o salário atrasado há três meses, é preciso achar uma solução. A tendência é que cada estado tenha a sua determinação. Os problemas são parecidos, mas a solução é diferente em cada caso. Difícil ter uma solução única. O mês de março precisa ser pago. Espero que os clubes do país inteiro, principalmente os que têm cotas de TV para receber, façam os pagamentos", explicou.

A redução salarial é um assunto discutido no mundo do futebol. Nesta semana, os jogadores do Bayern de Munique, do Borussia Dortmund e de outros clubes alemães (Gladbach, Werder Bremen e Schalke) toparam a proposta e terão seus vencimentos reduzidos, para ajudar os clubes a superar a crise.

Nesse contexto de pandemia e sem qualquer vislumbre a médio prazo, Mário Bittencourt, presidente do Fluminense, se mostrou bastante preocupado com as possíveis consequências para os clubes em virtude da paralisação do futebol, em entrevista ao canal SportTV, nesta terça-feira (24). 

“O momento é muito difícil, não só do futebol, mas da sociedade brasileira, de todas as classes, trabalhadores. O Fluminense já está sofrendo as consequências como outros clubes estão, tivemos patrocinadores cancelando contratos, estamos sem receitas de bilheterias, venda de camisas, não temos como vender atletas, que também é uma fonte de receita”, ressaltou o mandatário Tricolor.

“Eu vi uma matéria que o Barcelona está sofrendo enormes prejuízos financeiros. Se ele está sofrendo, imagine os clubes do Brasil”, completou.

Mário Bittencourt é membro da Comissão Nacional de Clubes. A entidade se reuniu com a CBF e representantes dos atletas na última sexta-feira para discutir alternativas.

“Estamos fazendo um acordo nacional para tentar salvar o futebol brasileiro. Existe uma comissão, faço parte dela. Fizemos uma videoconferência com mais de 20 presidentes de clubes e tentamos desenvolver uma proposta de acordo para serem levadas aos atletas e profissionais de futebol, para que a gente tente diminuir os prejuízos. Todos que vivem do futebol estão tento prejuízos e nossas ideia é preservar o maior número de empregos possíveis”, explicou.

Em caso seja confirmada uma paralisação do futebol por pelo menos 60 dias, a Comissão propôs a suspensão dos contratos de trabalho.

“Os atletas não ficariam prejudicados, porque os contratos seriam esticados pelo tempo em que eles ficassem parados. A ideia é colocar pra frente, porque certamente não conseguiríamos cumprir o calendário, teríamos que rediscutir fórmulas. Essa proposta foi encaminhada aos atletas, os capitães dos times estão avaliando e estamos esperando uma resposta, uma contraproposta”, concluiu.

A Secretaria Gaúcha de Saúde divulgou na noite desta terça-feira, em seu último boletim epidemiológico, publicado às 18h30min, que o Rio Grande do Sul registra, até o momento, 112 casos confirmados de coronavírus. Segundo a pasta, foram identificados 16 novos casos positivos para Covid-19.

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