Texto por Colaborador: Redação 02/06/2020 - 17:11

Em entrevista nesta segunda-feira (1) ao canal Vozes do Gigante, o ex-presidente e dirigente colorado Fernando Carvalho, comandante do clube na conquista do Mundial e da Libertadores em 2006, alfinetou o rival Grêmio e foi irônico ao falar da conquista do adversário sobre o Hamburgo, em 1983, reprisada no último domingo pela RBS. Confira os principais trechos.

TEXTO:

“O Grêmio tem Mundial, sem dúvidas. A diferença é que eles receberam o Mundial 30 anos depois, pela internet. Nós recebemos logo depois do jogo. Essa é a diferença. Mas hoje a Fifa reconhece, temos que respeitar e não parto para este tipo de debate. Só que tem um asterisco ali. Que nem o título do Corinthians em 2005, tem o asterisco. Os meus títulos não têm asteriscos nenhum, estão todos explicados”.

Derrota em 2019: "A Copa do Brasil do ano passado teve na ausência do D'Alessandro um momento muito prejudicial. D'Ale tranquiliza o vestiário, tem muita liderança".

Preparação para o Mundial em 2010: "Eu sempre era cauteloso. Mas em 2010 fretamos um avião, foram 250 pessoas junto. Criou uma situação de que o Inter ganhou do Barcelona. Seria uma festa... Foi um oba-oba prejudicial".

Mundial em Tóquio: "Contra o Barcelona, eu queria que jogasse o Vargas e não o Pato. Mas o Abel foi inteligente demais em não me ouvir".

Reforma do Gigante e efeitos políticos: "O momento de ruptura e da quebra de paz no Inter foi o modelo de reforma do estádio. Eu não queria Copa... tenho pavor de obra. Que fizessem no Gremio (...) Um dos motivos que não queria a reforma do Beira-Rio é que perderíamos o convívio com a categoria de base. Com o suplementar do lado do estádio eu olhava para trás e tinha os guris ali".

Ídolos do SCI: "Falcão é ídolo. Ao lado do D'Alessandro e Fernandão são os três maiores de nossa história. Uma pena que viveu momentos em que o clube passava por dificuldades".

Cenário atual: "Acho que não sai Libertadores esse ano. E tenho pena do Marcelo Medeiros e da situação que ele enfrentará pelo Inter (...) Eu imagino o está sofrendo o Marcelo Medeiros e os demais dirigentes do #Inter, sem futebol, receitas, jogos... Eu não quero mais passar por isso".

F9 no Inter: "Eu monitorei o Fernandão o tempo todo. Tinha um empresário que só queria me empurrar jogador ruim. Daí eu dei a missão para me colocar em contato com ele. Ele ia para o Flamengo (...) Não conhecia a pessoa Fernandão. Conhecia apenas o jogador. Sabia que ele seria diferente para o grupo. Mas para imaginar que ele seria o maior de todos, jamais poderia...".

Conceitos na remodelação colorada: "Não tenho vergonha nenhuma de dizer que me espelhei no Fábio Koff para reerguer o Inter. Mescla da base com jogadores de "bastidor" (...) Eu não compro jogador caro. Único jogador caro que eu comprei foi o D'Alessandro, e o Inter ainda pagou metade em diversas parcelas para o Sonda (...) "Eu tenho orgulho de tudo o que fiz pelo #Inter. Até mesmo de 2016, pois eu não fugi da responsabilidade".

Escolha por Roth: "Eu não tenho a mesma opinião que a maioria do torcedor do #Inter sobre o Celso Roth. Em 2010 ele não deu certo. Assim como eu não dei...".

Trabalho de Chacho: "Coudet fez o time jogar em pouquíssimo tempo. E como eu gosto: de trás para a frente. Sólido atrás e rápido na frente. No Gre-Nal fomos superiores, claramente".

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