Texto por Colaborador: Redação 30/06/2020 - 00:00

Em transmissão ao vivo nesta segunda-feira (29), o governador Eduardo Leite respondeu questionamentos sobre a volta do futebol no Rio Grande do Sul, onde deixou claro que o retorno do futebol "não é prioridade" no momento.

"Estamos analisando os dados, informações dos pedidos que temos da FGF e, por enquanto, o que está permitido é preparação física como em uma academia, sem contato. Estamos passando pelo momento mais sensível. A Região Metropolitana está passando por maiores restrições nesse momento, com reincidência da bandeira vermelha em Porto Alegre projetada para mais uma semana. O retorno do futebol neste momento não é uma prioridade. Por mais que seja com portões fechados, provocará aglomeração nas turmas, nos amigos que se reúnem. Precisamos ganhar tempo para o retorno do futebol (...) Mas estamos discutindo o formato de poder garantir a conclusão e usar a pista toda para que o retorno aconteça no último momento possível, antes que a CBF projete retorno em nível nacional. Não tem analise de fragilidade (do protoclo), parece consistente, a FGF fez um bom trabalho. Estamos debruçados sob os protocolos para dar o retorno provavelmente ainda nesta semana".

A proposta da FGF projetava o reinício do Gauchão em 19 de julho. No entanto, o retorno deverá ser postergado.

O secretário de Esporte e Lazer, Francisco Vargas, lembra que cinco das seis cidades que receberão os jogos estão com bandeira vermelha na escala de distanciamento controlado do governo, o que significa alto risco de disseminação e impacto do coronavírus. Apenas Pelotas tem bandeira amarela.

"Não é uma posição oficial, apenas a minha opinião.Me parece impossível (voltar em 19 de julho). Supondo que é muito difícil trocar as bandeiras vermelhas para as laranjas, seriam necessárias mais duas semanas para verificar isso, conforme tem sido essas trocas" disse ao GloboEsporte.com.

Mesmo que os jogos sejam sem público, o secretário de Governança e Gestão Estratégica, Claudio Gastal, teme aglomerações no entorno dos estádios e um retorno precipitado diante dos atuais indicadores da doença.

"Acho que (o retorno) vai ser pela última semana de julho, início de agosto, é meu sentimento. Voltar antes do que previsto pode gerar um impacto muito pior do que depois. Temos que ter convicção do que fazemos. O protocolo da FGF é consistente. Mas tem o incontrolável. Aquilo que não controla os limites do esporte, o estádio por exemplo. O distanciamento é para as pessoas não se agruparem. O entorno sempre tem aglomerações".

 

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