Texto por Colaborador: Redação 24/12/2021 - 13:55

Em conversa do jornalista Leonardo Oliveira da GZH com o diretor da base do Inter, o argentino Gustavo Grossi, revelou alguns importantes detalhes a respeito do projeto do clube com a base, e um pouco do que já foi feito no Celeiro de Ases Colorado. Confira os principais trechos.

DECLARAÇÕES:

Primeiras ações: "O primeiro passo era dar salto de qualidade nas condições aos atletas, de treinamentos, alojamento, alimentação. Tínhamos em média 115 atletas alojados e agora temos 65, para que se tenha uma formação de qualidade, com educação, alimentação e treino. Buscamos qualidade e não quantidade. Assim, o atleta pode dormir melhor, comer melhor e ser melhor preparado. Fizemos o planejamento, e a execução foi muito rápida. Assim, a primeira ação foi na infraestrutura. A segunda foi normalizar a quantidade de atletas. Cada grupo de jogadores tinha, em média, 56 jogadores. Considero que o ideal seja 27, sento três deles goleiros. Não se trabalha com qualidade tendo 56 atletas numa categoria. O terceiro ponto foi reestruturar a área de avaliação de jogadores. O Inter tinha três, agora conta com nove profissionais captando talentos no Rio Grande do Sul e em outros Estados. Isso foram os primeiros pontos com que trabalhamos em sete meses. No fim de setembro, passamos a trabalhar mais a fundo na ideia de jogo, na metodologia de treino, com a chegada do coordenador técnico Alfredo Montesso. É um trabalho feito pouco a pouco, necessita de tempo e de etapas. Não se muda uma cultura de um dia para outro."

Mudança no CT: "Melhoramos vestiários para comissão técnica, criamos espaços para nutricionistas, psicólogo, coordenador de alojamento, locais que não existiam. O clube não tinha sala para dar aulas, criamos uma sala de educação nova, onde os atletas podem estudar. Criamos espaços interdisciplinares, integrados. Se não sairá daqui um atleta perfeito, sairá uma pessoa de bem, que pode seguir a sua vida. O Inter confiou em um projeto no qual formará um jovem no aspecto educativo, também. Tivemos muitas trocas de pessoal nesses sete meses. O campo sintético foi reformado, havia 18 anos que não se trocava o piso, gerou muitas lesões. Fizemos uma reforma geral em todas as áreas. Não fiz magia, apenas arrumei a casa. Encontrei algumas coisas com mau uso, atiradas, e as potencializamos."

Mudança na ideia de jogo: "Alfredo Montesso, o coordenador, tem passagens pela base de muitos clubes, como Vitória, Botafogo. É experiente, um "formador de formadores". Veio para trabalhar da ideia de jogo, capacitar os treinadores, que são jovens, entusiasmados por aprender, mas que necessitam estudar ainda mais como formar atletas. Alfredo tem dois meses de trabalho. Ele vai ajudar os treinadores na compreensão da ideia de jogo, que é de time grande, que seja protagonista, que respeita a cultura gaúcha, mas que busca arriscar mais. Não tem com mudar a cultura do futebol gaúcho e brasileiro, mas se tem como mudar a forma de treinar e jogar."

"Em resumo, buscamos atletas de boa técnica, velozes e com esforço para recuperar a bola. Estive cinco anos numa escola de futebol que buscava protagonismo, adaptando-se ao lugar, mas sempre saindo com responsabilidade de ganhar o jogo. O primeiro objetivo é o gol, e o segundo, o segundo gol. Ano a ano, vamos formando os treinadores com essa ideia. O sucesso das vitórias depende do atleta que trará e dos jogadores capacitados para cumprir as funções."

"Temos um manual de metodologia e um manual de atleta para cada posição, com as características exigidas. É o DNA do atleta do Inter. Depois, tem um manual com a ideia de jogo, a forma como cada linha do time deve jogar. É esse manual que o Alfredo veio aprofundar. Eu expliquei de forma superficial aos treinadores ali atrás. Esse é um manual aprovado pela diretoria do Inter e rege o projeto todo, do sub-8 ao sub-20. São 11 categorias. É de pequeno que se começa a trabalhar com o perfil de atleta."

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