Texto por Colaborador: Redação 13/09/2021 - 16:40

O duelo com o Inter marcará a estreia de Gustavo Florentín na casamata da Ilha do Retiro. Contratado para o lugar de Umberto Louzer, o paraguaio é o terceiro técnico do Sport nesta temporada, e chega ao clube com a responsabilidade de revolucionar uma campanha que encerrou o primeiro turno na antepenúltima colocação, com a segunda defesa menos vazada, mas dona do pior ataque. Na Ilha do Retiro, o Inter disputa a 20ª rodada do Brasileirão, primeira do returno, que foi analisada pela Rádio Colorada em entrevista com Antônio Gabriel, setorista rubro-negro pelo Escrete de Ouro da Rádio Jornal, de Pernambuco. Confira o papo e, na sequência, fique por dentro de tudo sobre o duelo!

“O Sport tem o pior ataque, e só fez dois gols na Ilha do Retiro. Umberto Louzer não conseguiu resolver esse problema, mas deu a consistência defensiva. Assim, o Florentín chegou para resolver o ataque. No primeiro jogo com ele, deu para ver pouca coisa, não dá para bater o martelo, mas se percebeu um time muito mais vertical e objetivo. No geral, é um time difícil de tomar gols, mas, também, difícil de marcar" disse Antônio.

Diferente do Inter, o Sport foi a campo no último final de semana. Primeiro jogo disputado sob o comando de Florentín, o empate sem gols com o Athletico-PR deixou boas impressões na torcida do Leão. Mais do que a atuação competitiva na Arena da Baixada, porém, as esperanças para a luta contra o rebaixamento também têm sido renovadas, de acordo com Antônio, pelo retorno de peças importantes ao elenco. “O Florentín está tendo uma sequência de jogos espaçados, e conta com a totalidade do elenco. Isso é muito importante, faz com que se analise melhor as características do grupo. Um paraguaio que veio do The Strongest-BOL não conhecia a totalidade do futebol brasileiro. Então, ter as opções é algo que facilita. Esse começo de trabalho carrega uma sorte importante que o Sport não vivia nessa temporada.”

Diante do Clube do Povo, Florentín estará desfalcado pelo meio-campista Hernanes, expulso na rodada passada. Thiago Neves, por outro lado, retorna após cumprir suspensão, e deve herdar a vaga do igualmente experiente companheiro. Entre os dois, como elenca Antônio, existem diferenças, mas também a mesma capacidade de aumentar o poder de criação rubro-negro, problema crônico para um ataque que balançou as redes apenas oito vezes até aqui. “O Hernanes, todo mundo conhece, é mais cadenciador. Não tem tanta explosão, velocidade, mas, quando a bola chega no pé dele, você percebe que é diferente. Desde que chegou aqui no Recife, demonstra muita vontade. O Thiago, eu acho que o Florentín entendeu, joga próximo ao ataque. Com Louzer e Jair, ele vinha buscar bola na defesa, mas, próximo à frente, ele tem muito mais vontade. Cria muito.”

A defesa também reserva uma baixa para o Leão. Afinal, o zagueiro Pedro Henrique, atleta colorado, está cedido ao Sport, e não pode atuar por questões contratuais. Em seu lugar, Chico deve iniciar a partida. Assim, os prováveis titulares do Rubro-Negro são: Mailson; Hayner, Chico, Sabino e Sander; Marcão, Zé Welison (Betinho) e Thiago Neves; Gustavo, André (Mikael) e Paulinho Moccelin. Everaldo e Thyere, que retornam de lesão, devem iniciar o jogo no banco.

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