Texto por Colaborador: Redação 24/09/2020 - 18:00

Como de costume nos principais jogos, o SCInternacional.net traz um compilado com inúmeras percepções da grande mídia sobre os jogos do Inter. Desta vez, Coudet foi o grande "escolhido" pelos profissionais esportivos, enquanto a falta de peças e a gestão de Medeiros também foram citadas como primordiais para um novo fracasso dentro de campo contra o time de Renato Gaúcho, pela 4° rodada da Fase de Grupos da Libertadores. Confira abaixo algumas das avaliações: 

GABRIEL CORRÊA - BAND-RS

A cada clássico uma coisa fica mais evidente: a tranquilidade do Grêmio para jogar clássico, a famosa inteligência emocional. Aliado a isso, jogadores conseguem potencializar seu rendimento contra um time ansioso. Alto nível para Kannemann, Cortez, Lucas Silva e Alisson hoje.

No lado do Inter, além da ansiedade de vencer um clássico — o que faz os jogadores errarem mais —, a ausência de Patrick e Edenilson foi muito sentida. Com exceção de Boschilia, ninguém do meio conseguia pressionar a bola e ainda teve um Jussa com dificuldades com e sem a bola.

CRISTIANO OLIVEIRA - GUAÍBA

Vitória justa de um Grêmio que foi melhor e mais lúcido durante boa parte do jogo.

Melhor atuação gremista dos últimos jogos. Time competitivo, concentrado, sério e objetivo, explorando e forçando erros no adversário.

No Inter, gostei de Boschilia e Thiago Galhardo, embora este tenha jogado menos do que em outras ocasiões.

Jussa, bem... Jussa foi o caminho do ataque do Grêmio o tempo inteiro. Péssimo jogo dele.

MAURÍCIO SARAIVA - RBS / GE

A derrota colorada vai diretamente pra conta de um treinador que insiste em repetir decisões medíocres como juntar no mesmo meio Musto e Lindoso a tornar paquidérmica a saída de bola colorada.

Impressionante falta de arrojo de Coudet na casa colorada rendeu risco permanente de perder porque o Grêmio sempre foi melhor no jogo. Coudet chama D’Alessandro depois do 0x1. Talvez tenha dito: vai lá e resolve. Justa vitória gremista.

RAFAEL DIVERIO - GAÚCHAZH

Primeiro tempo do Grêmio foi levemente superior ao do Inter por, me parecer, sentir menos os problemas. Volta de Pepê é o diferencial do time, ainda que não tenha levado lá tanto perigo assim. No Inter, só Galhardo tenta jogar "naturalmente". Mas como um todo foi de: doer.

Além disso, a superioridade técnica do jogador diferenciado decidiu o Gre-Nal. Pepê fez a jogada por ele, acertou um lindo chute e aumentou a invencibilidade pra 10 jogos sobre o Inter.

Em clássico, como em quase tudo, ganha quem tem melhores jogadores.

GUSTAVO FOGAÇA - DAZN

A vitória tricolor não passou por motivação contra imprensa. Grêmio foi melhor com a bola, sem ela, coletiva e individualmente. Coudet escalou errado, não dimensionou o jogo e o time sofreu as consequências. Passou pelo futebol e não pelo recorte colado no vestiário

FILIPE DUARTE - GZH

10 Gre-Nais. Grêmio amplia a vantagem em clássicos e com vitória na casa do Inter ainda por cima. No duelo Renato x Coudet, são 4 vitórias do técnico gremista e um empate. Tem sido assim nesta temporada: quando Tricolor começa a fraquejar, se recupera em cima do Inter.

Inter teve dois breves momentos em que conseguiu se impor: início de 2°T e após sofrer o gol. No restante, Grêmio foi melhor. Logo, não dá pra dizer que houve injustiça no placar.

THIAGO SUMAN - RÁDIO INFERNO

Grêmio empilhou trocas e o Inter custou para ingressar duas peças, sendo que os titulares não estavam rendendo nada.

O Inter não só tem fragilidade técnica, tem inoperância intelectual. Coletivamente falando é um time risível.

O acadelamento de Coudet na gestão das coisas óbvias faria qualquer treinador ser derretido sem dó na casamata colorada.

O Inter é uma fábrica de Marcos Guilherme. Produz em escala industrial: Nico, Rossi, Parede, W.Silva, Neilton...

Sempre com custo. Nunca com retorno.

O poço da gestão Medeiros tem fundo? Não ser campeão da série B, perder a Copa do Brasil com tudo indicando o contrário, não vencer gauchão, ser soterrado em grenais, contratar errado a granel, não aparecer na hora que precisa...

CARLOS GUIMARÃES - GUAÍBA

Marcos Guilherme foi nulo. A defesa não precisa ser tão enfeitada. E, mais, é um desafio do Coudet ver quando a execução daquilo que ele pensa simplesmente não acontece e mudar isso. Hoje, não conseguiu.

MARINHO SALDANHA - UOL

O Inter, com dois atacantes de ofício na área do rival, quando chega do lado dela está, invariavelmente, com os laterais de posse. Não SERIA mais lógico um extrema? Pois bem, o modelo de jogo não pretende ter extremas. Tanto que já não há jogadores desta função no grupo, quase..

Hoje, Musto e Lindoso, acho, previa um Grêmio no 4-2-3-1. Como não tinha armador centralizado, eles pouco ajudaram. Jussa vazou o jogo todo. Saravia esteve em uma péssima noite.

No setor ofensivo, vemos, sempre ao menos seis jogadores à frente da linha da bola. Seis. Que não deslocam, não abrem espaço, não infiltram. Estáticos, esperam o toque que vez por outra sai errado. Acho que não houve um entendimento da real função de cada um.

Portanto, o Inter tem muito a se discutir. É um time que quer ser ofensivo, mas tem uma mecânica falha. E por pretender ser ofensivo, vaza muito atrás. Há um volante para cobrir espaços imensos. E os lados sempre expostos pro 1 x 1.

Desenhe mentalmente o 4 1 3 2 do Inter encaixado no 4 1 4 1 do Grêmio. Você verá que a linha de 3 do Inter bate com a de 3 do Grêmio. Ficam 2 atacantes contra os 4 zagueiros. Mas, no lado oposto, os extremas do Grêmio batem no 1 x 1 com os laterais. O volante e os zags no centro.

A verdade é que hoje o Inter tem uma ideia, bem clara, evidente que tem uma ideia. Só que ela é considerada mais valiosa do que o que o campo revela. Não importa os sinais, importa a ideia. E não há ideia maior que o campo.

É importante deixar claro que eu não acho que simples mudanças de nomes resolvem. Coloca o Moledo,o D'Ale, o Nonato, não resolveria nada. Precisa rever a mecânica, precisa rever o plano de jogo em alguns detalhes que deixam os setores desconfortáveis.

Não tem dinheiro pra ter (jogadores que precisa). Então tem que abrir mão do "estilo". Senão não sai jogo. O modelo é perfeito para o "Super Inter" que ele esperava encontrar. Mas sabemos todos que isso não existe.

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