Texto por Colaborador: Redação 14/06/2021 - 20:00

Atrás de uma reposição para Miguel Angel Ramirez na casamata, três nomes tem sido os mais ventilados pela imprensa: Aguirre, Lisca e Marco Silva. Com estilos diferentes entre si, qual deles se adequaria melhor ao elenco e momento da temporada? Com visões diferentes, nossa equipe tentou responder essa pergunta. Confira nossas avaliações e deixe as suas nos comentários! Que comece o debate virtual:

 Alan: "O contexto de calendário (com jogos corridos com quase nenhum treino) indica que não é o momento para "invencionices". Trazer outro nome allá Ramirez - que tentará jogar a sua maneira sem conhecer o grupo, o dia a dia do Brasil e a competitividade que se tem aqui - é cometer o mesmo erro novamente. Assim, o português é uma boa opção mas quiçá somente para 2022. Até lá o clube precisa encontrar consistência defensiva e organização, porque ai estarão os quesitos para o Inter voltar a disputar no bolo de cima com real competitividade.

Assim, parto do princípio que não temos opções ideais nem muito menos um momento ideal, sendo preciso uma escolha minimamente coerente: Lisca ou Aguirre?

Ambos possuem um estilo mais reativo, no entanto, Aguirre o tem por ser de uma escola tradicional no país vizinho enquanto Lisca arma sua equipes defensivamente porque nunca treinou equipes acima de medianas, ou seja, foi por entender os clubes no qual passou. Esta ai o seu mérito em relação ao uruguaio.

Deixo claro que tenho péssima avaliação de Diego Aguirre não apenas por seu trabalho no Beira-Rio, mas em todos os clubes que passou no Brasil: mesmo com elencos mais do que medianos suas equipes sempre jogaram de maneira extremamente defensivas, tirando 20 minutos em que tenta ocupar um pouco mais a linha de ataque. Em geral, seus trabalhos não possuem nada de propositivo: seu SP era um dos times que menos trocava passes no Brasileiro de 2018, não diferente do Inter de 2015, que jamais conseguia controlar minimamente os jogos com a bola nos pés. Tirando seus três meses iniciais quando seus trabalhos costumam dar resultados positivos - porque costuma ajustar suas defesas em contrapartida de qualquer equilibrio no meio de campo ofensivo - logo seus times passam a se mostrar "manjados" e a falta de repertório é sacramentada: ladeira abaixo.

Seu trabalho no Morumbi é a epífise disso: fora da Sul-Americana e da Copa do Brasil daquele ano, teve 10 jogos em 60 dias, ou seja, semanas cheia de treinos com jogos espaçados. O que se via? Um São Paulo pior a cada jogo, chegando a empatar com um Corinthians contra 10 jogadores de maneira medíocre. Essa é a linha geral de seus trabalhos na carreira, a de não terminar nenhum projeto porque não se sustenta minimamente, deixando um legado de nada, equipes desajustadas e destruídas fisicamente/taticamente. Mesmo podendo exagerar (e aceito essa crítica de antemão), cogito que o comandante charrua poderia ser comparado ao trabalho de um Argel ou Roth, que são avaliados como muito piores somente porque não são estrangeiros. Isso sem falar de suas esdrúxulas mudanças de time sem nenhum sentido, além da adoração por volantes brucutus (contra o Flamengo optou por jogar com 3 zagueiros e 3 volantes, em sua passagem em SP). Pra mim é um nome desastroso!

Já Lisca - repito LONGE de ser o nome dos meus sonhos mas compreendendo os limites do momento - costuma soltar mais seus times com a bola, arrisca-se mais e conhece o ambiente do clube como um todo, tendo feito um excelente trabalho no América-MG mas que chegou no topo tendo vistas o frágil elenco para uma Série A e com poucas contratações em relação a temporada anterior. Dada as opções, portanto, o gaúcho seria a menos pior e mais adequada ao "projeto" de passar a jogar minimamente com a bola (elemento que Aguirre jamais demonstrou na carreira), além de sua capacidade de liderança e mobilização. Se a gestão de Alessandro Barcellos optar por Aguirre estará rasgando qualquer projeto e passando a somar uma escolha totalmente desconecta com o que defendia com Ramirez."

Israel: "O mais importante é pensarmos num treinador que se encaixe com o perfil do elenco, acho que nisso falhamos com relação ao Ramirez, a proposta de jogo dele é bem diferente dos jogadores. O melhor nome para mim é o Português Marco Silva, que busca jogar com marcação alta e atacar com rapidez, que se encaixa bem com nosso elenco atual. Ele precisará de tempo (o que não temos) mas acho a melhor opção nos nomes ventilados.

Aguirre para mim também poderia ser e seria minha segunda opção (não tem a melhor proposta de jogo mas conhece o clube e é experiente), Lisca gosto dele mas não o vejo pronto pra um elenco complicado como o nosso, correndo o risco de alguns líderes do vestiário não o respeitarem (assim como fizeram com o Ramirez), não acho que o Lisca conseguiria se manter nem até o final do ano.

Mas com a partida na Bahia para mim ficou claro que o elenco não absorveu as idéias do Ramirez, e faltou experiência do espanhol para lidar melhor com este elenco complicado que temos."

Ariel: "Confesso que nenhum dos três nomes ventilados pela imprensa até o momento como possível novo treinador do Inter me agradam. Nenhum dos três (Marco Silva, Aguirre e Lisca) me convence 100% como o candidato correto para o contexto da temporada colorada.

Marco Silva tem um currículo interessante, e me agradava a maneira com que vi seus times na Premier League, o que pode se encaixar bem nessa proposta de mudança de jogo para um time mais moderno na maneira de jogar. No entanto, a falta de conhecimento ao futebol brasileiro e o maior risco (tanto pelo valor econômico como no tempo de adaptação necessários) deixam o nome do português como de alto risco, sendo que o Inter - como mesmo disse a direção - procura corrigir o rumo em "curto prazo". Silva parece o nome certo para o momento errado.

Aguirre ao meu ver é outro candidato fora da realidade para uma direção que afirmou buscar uma nova maneira de jogar mais moderna e propositiva. O uruguaio ao meu ver sempre se destacou pela busca pelo contra-ataque, sendo um time com pouco posse de bola e nada do que almeja o clube neste momento. Para mim ele deixou muitos trabalhos pela metade, sem ter evolução em quase todos clubes que passou. No Inter mesmo em 2015, recordo de escalações sem sentido, time com pouco repertório, trocas nas escalações em todos os jogos e uma equipe que não rendia com regularidade nos 90 minutos.

Quanto ao Lisca, seria novamente apostar no "aspecto emocional" da troca. Um cara enérgico, emocional, até certo ponto desequilibrado para tirar o elenco do marasmo. Lisca tem um currículo com muitos clubes médios e pequenos, e nunca atingiu a excelência em trabalhos de grandes clubes, talvez até pela falta de oportunidade, mas ao meu ver, seria uma escolha apenas de curta duração, jogando para a barriga o nome certo que poderia vir, que parece ainda não existir...

Espero que a direção vá em busca de outro nome, e que se for para trazer qualquer um e endividar ainda mais o clube, que siga com um interino..."

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