Texto por Colaborador: Redação 18/03/2020 - 04:11

Em entrevista ao canal Fox Sports, na noite desta terça-feira (17), o presidente do Palmeiras falou sobre como a epidemia pode afetar a maior competição nacional.

“O que eu penso é que nós devemos nos preparar para diferentes cenários. Podemos voltar em dois meses, três, quatro, nós não sabemos. O quanto antes essa situação estiver sob controle, melhor para todos. Se tiver poucos meses ainda faltando (para o fim da temporada), teremos que pensar, sim, obviamente num cenário de mudança de regulamento, de modelo de competição… mas isso depende muito do que vai acontecer nos próximos meses“, afirmou Galiotte.

Tal ideia não está completamente descartada, segundo o jornalista da Globo, PVC. De acordo com o comentarista, diversas maneiras de resolver essa paralisação parece já serem colocadas aos clubes, em conversas pela cúpula da CBF.

Uma delas seria a de voltar com os estaduais e outras competições interrompidas - encerrá-las e só aí, iniciar com o Campeonato Brasileiro, o que poderá implicar em uma mudança no formato desta competição justamente pela "falta" de datas para a realização do returno, por exemplo - na fórmula dos pontos corridos. Com isso, antes que os "amantes" do mata-mata comecem a comemorar, vale lembrar que com a diminuição de partidas, o dinheiro em questão também será menor. Pois uma coisa é a TV pagar por 38 rodadas, outra é sobre 19 mais as decisões de semifinal e final.

A outra possibilidade é encerrar com os estaduais - sem declarar os campeões e assim iniciar o Brasileirão imediatamente. Priorizando o torneio mais importante do país, que sem dúvidas deveria ser o Campeonato Brasileiro.

Uma terceira possibilidade seria tentar encerrar os estaduais até mais tardar no mês de agosto - se o "Covid-19" assim permitir e iniciar o Brasileirão no mês de setembro como temporada 2020/2021 e adequar nosso calendário ao Europeu, colocando os estaduais espalhados durante a temporada, já a partir deste ano.

Porém, uma verdade tem que ser dita; os clubes brasileiros nunca se entenderam sobre a divisão de cotas de televisão e jamais conseguiram se unir para a criação de uma Liga Nacional - jamais pensaram iguais uns aos outros, sempre para si.

 

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