Texto por Colaborador: Redação 11/03/2021 - 18:35

Apresentado recentemente o técnico Miguel Angel Ramírez, este provindo do Independiente del Valle do Equador, atende de maneira muito eficaz o papel de "modificador" no futebol brasileiro, seja esse para o bem ou não. Analisando o processo para a contratação de técnicos feito pela diretiva rubra, se visto os três últimos comandantes, constatam-se estes como linhas de trabalho deveramente opositoras.

A primeira destas trata-se exatamente do argentino Eduardo Coudet. Provido do Racing, o treinador propunha a essa altura uma maneira de jogar tanto física quanto técnica. Saída com a posse desde os centrais, com seu camisa cinco unindo-se a tal proposta, além disso laterais frequentadores de linha de fundo para apoiar os ataques, abdicando assim de pontas corredores. Some a isso a constante exigência de uma marcação na saída de bola adversária e tem-se fielmente o estilo do comandante portenho.

Posteriormente ao citado acima, Abel Braga foi o escolhido para a manutenção de um trabalho que possuía futuro, após o mesmo que o iniciara transferir-se ao Celta de Vigo da Espanha. Ídolo colorado Abel dividira a opinião dos torcedores, por um lado a gratidão à aquele que proporcionara a glória mundial, por outro a análise futebolística que naquele momento não o credenciava a um grande trabalho. Diferente de Coudet, tanto dentro como fora das quatro linhas para com o trato com os atletas, ele alimentou uma proposta de um vestiário fechado assim como um time mais monitorador do movimento rival, tendo como grande qualidade o oportunismo acima da média na baliza contrária. Assim passou muito perto da taça.

Chegando ao dito cujo, peça desta explanação, o emergente técnico europeu proveniente das Ilhas Canárias e estudante fervoroso de uma maneira de jogar muito funcional em seu país, busca consolidar-se no futebol brasileiro. Baseando-se em um jogo extremamente concentrado na posse de bola manejando-a assim inerentemente, esse estilo busca a consolidação de posições pré-definidas dos atletas, abordagem completamente diferente de seus antecessores. Em resumo demandará tempo ao pleno entendimento. Ao aguardo para isso.

Ao apresentar o emaranhado de opções realizadas, sendo todas elas contrárias entre si, indica-se uma proposta nova por parte da diretoria, sendo de fundamental importância seguir um conceito e neste ter coerência, ponto que o presidente afirma ter. Pois bem, se assim o for deverá vir acompanhado de tempo assim como de aquisições que possibilite tal ascensão. O tempo junto a avaliação do progresso tem que ser a mola propulsora para os objetivos.

Abraço à nação colorada!

Leandro Tavares / contato @LeTavares5

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