Texto por Colaborador: Redação 18/05/2020 - 00:12

Secretário-geral da CBF, Walter Feldman participou ao vivo do programa "Troca de Passes" deste domingo (17), do canal Sportv. Em videoconferência, o dirigente revelou que a entidade foi procurada por algumas federações com o objetivo de cancelarem os seus campeonatos estaduais em 2020, em função da pandemia do coronavírus. Porém, a confederação está orientando para evitar este cenário, que afetaria nos próprios critérios de classificação para a Quarta Divisão do Campeonato Brasileiro:

"Nós vamos ajudar, orientar, mas existe uma realidade cuja deliberação deve se dar no plano estadual. Alguns, inclusive, pensam em cancelar os campeonatos. Para nós seria um problema, à medida em que os campeonatos estaduais têm uma incidência particularmente na Série D. Queremos que isso seja feito em processo de conexão, de sequência, e estamos orientando no sentido de que nenhum campeonato seja cancelado. Mas evidentemente vai ser uma deliberação de cada federação".

Sobre os calendário dos torneios internacionais, atualizou. “A temporada deve avançar até janeiro. Nós ainda não temos todos os elementos de uma equação muito complexa e que tem muitas variáveis. Semana passada nos reunimos com a direção da Conmebol, exatamente discutindo isso. A volta da Libertadores e da Sul-Americana interfere de maneira profunda no calendário brasileiro. Agora, é uma questão mais complexa. Na linha de futebol estadual, nacional e internacional porque a realidade dos países é muito diferente. A logística da malha aérea está absolutamente comprometida. Então haverá Libertadores e Sul-Americana esse ano? Se houver, qual será o impacto nas competições nacionais? A prioridade absoluta é o calendário brasileiro”, explicou Feldman.

“É evidente que nós gostaríamos de participar da Libertadores e da Sul-Americana, é do interesse dos clubes da elite do Brasil, mas nós temos convicção de que o que mantém de maneira rigorosa a sustentação dos clubes brasileiros, particularmente dos clubes da Série A, são os contratos nacionais. E ouvimos da representação da Conmebol exatamente isso. Dizia o diretor de competições que essa é a realidade das outras nações sul-americanas, o esforço de cumprir o calendário nacional. Essa é uma questão fundamental para nós”.

Em relação ao Gauchão, a FGF tem feito consultas à CBF e aos órgãos governamentais e autoridades da área da Saúde regularmente. Também são mantidas conversas com os filiados e as entidades que representam os atletas/empregados em clubes esportivos e os profissionais de mídia.

Comercialmente, a paralisação das competições exigiu remanejo em contratos publicitários e negociações com a emissora que detém os direitos de transmissão do principal campeonato do Estado.

A partir dos contatos realizados diariamente, decorreram ações que estão sendo colocadas em prática. Como a elaboração do protocolo com medidas de segurança que foi entregue ao governador Eduardo Leite para análise. Nesse sentido, é possível acrescentar a aquisição, por meio de parcerias, de testes de diagnóstico do COVID-19 e de 5 mil máscaras de proteção.

A Federação também viabilizou a contratação de uma empresa especializada para realizar o descarte apropriado dos equipamentos de proteção individual que serão utilizados quando da retomada dos jogos. Conforme a legislação, resíduos classe I são considerados perigosos à saúde.

A definição de uma alternativa no calendário para o pleno andamento da disputa do Gauchão Ipiranga 2020 e da Divisão de Acesso 2020 e a criação de grupos de discussão junto a lideranças do futebol feminino e das categorias de base são preocupações igualmente dignas de registro.

O Gauchão foi suspenso em 16 de março, em razão da pandemia de coronavírus. Há três rodadas da Taça Francisco Novelletto Neto (2º turno) pendentes, além dos confrontos de semifinal e final. Caso o vencedor não seja o Caxias (campeão do 1º turno), haverá, ainda, a disputa da finalíssima.

A data para a retomada da disputa do campeonato estadual acompanhará a definição do calendário do futebol brasileiro e estará condicionada à liberação dos órgãos governamentais e autoridades sanitárias.

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