Texto por Colaborador: Redação 14/10/2020 - 18:06

Thiago Galhardo é a estrela do Internacional em 2020. Já o era antes da séria lesão de Paolo Guerrero, depois, isto ficou ainda mais evidente. E algo que vem chamando a atenção são seus gols de cabeça em série.

Só nos últimos dois jogos pelo Campeonato Brasileiro, do qual é o artilheiro isolado com 13 gols, foram três - no ano, já são 18 bolas nas redes -, o que vem até lhe rendendo algumas comparações com Fernandão, ídolo colorado e que morreu precocemente aos 36 anos em junho de 2014 vítima de um acidente aéreo.

E o mais surpreendente nisto é que o mineiro de 31 anos nascido em São João Del Rei tinha medo de cabecear. Isto mesmo, Thiago Galhardo fazia de tudo para não ter que bater na bola com a cabeça.

"A questão da cabeça, eu vou ser bem sincero, eu nunca gostei de cabecear a bola, eu sempre tive muito medo. Meu pai sempre me colocou, quando mais novo, este medo, esta questão de trombar, de machucar", revelou o meia-atacante em entrevista exclusiva à ESPN Brasil na última segunda-feira (12) - assista à resposta completa no vídeo abaixo.

O ponto de virada neste quesito para o atleta, que não fez categorias de base e largou um emprego na Petrobras para tentar a sorte no futebol, foi no Japão, em 2017, quando estava emprestado pelo Coritiba ao Albirex Niigata. E com a ajuda de um técnico brasileiro e de um atacante que hoje está no Palmeiras.

"O Wagner Lopes treinou o meu time lá, e quem batia as bolas paradas sempre na minha carreira era eu. E ele falou 'cara, você é um dos maiores do time, você não tem que bater a bola', e hoje o Rony, que está no Palmeiras, foi para bater as bolas paradas, e eu fui para a área", explicou o jogador.

"Meus dois primeiros gols no Japão foram de cabeça, com ele [Wagner Lopes], e aí eu comecei a tomar gosto, ao invés de querer bater as bolas paradas, eu preferi ir para a área", contou.

"E de certa forma, isto foi virando uma marca. No Vasco, eu treinei bastante e fiz alguns gols [de cabeça], no Ceará, ano passado, eu fiz alguns gols [de cabeça], e agora saíram acho que cinco gols consecutivos de cabeça", acrescentou. Confira outras declarações importantes:

Sobre comparações com Fernandão: 'Um cara que eu vi jogar, tinha maior admiração. Ficou marcado não só com a camisa do Inter e ao torcedor, mas para nós. Se eu chegar a 10% do que ele foi aqui dentro, acho que conseguirei grandes coisas no Inter''.

Coudet:  'Não quero pensar em sua saída. Geralmente se sai quando se passa por mal momento, aqui no Brasil tem isso. Na europa não. Não quero pensar nisso, porque se ele continuar quer dizer que estamos bem, vencendo e disputando no topo. E de fato, falando particularmente, é meu melhor ano. E tem um dedo dele, da questão física, de tanto que cobram, até demais as vezes. Então contra fatos não vai haver argumentos. Ele conseguiu conquistar o grupo, de treinar todos iguais, pra cobrar igual, é uma ideia muito legal. Futebol brasileiro tem a ganhar e evoluir .

 

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