Texto por Colaborador: Redação 30/01/2020 - 01:11

Após os dois primeiros confrontos em que "Chacho" Coudet testou as suas primeiras possibilidades, o Inter, nesta vez, visitara o São Luiz de Ijuí, equipe que ainda não havia marcado pontos na competição estadual. Diferentemente da partida anterior, frente ao Pelotas, o treinador argentino optou por Musto, como encarregado de iniciar as ofensivas ao campo adversário, o restante da equipe tivera quase que todas as suas melhores peças, Guerrero foi uma dessas que não adentrou à cancha.

Entusiasmado e aparentemente bem condicionado fisicamente o time local engrenou rapidamente a sua mais poderosa estratégia, a tentativa de uma surpresa ofensiva às primeiras voltas do ponteiro, utilizando-se de uma surpreendente velocidade para isso. Deu muito certo, combinado à falha defensiva colorada consumava -se a abertura de placar dos mandantes. Michel foi o autor. O Internacional, quando o relógio fechava os dez primeiros minutos, iniciava o seu jogo ofensivo de uma maneira mais ordeira, logo mais efetiva. Utilizando agora os flancos como ponto de criação e atacando com 3 centrais a iniciar as jogadas desde trás, os visitantes subiram de produção. Thiago Galhardo que cumprira a função de 9, porém não dos fixos, aproveitou o cochilo de João Paulo a direita da defensiva local, para que em uma arrancada em diagonal empatasse o certame. Agora explorando muito mais os cruzamentos os alvirrubros de visita aproveitaram o ponto fraco da defesa rival, ampliando assim com Rodrigo Moledo de cabeça. Antes do trilar final do apito, que conduziria ao intervalo, D'Alessandro em jogada rápida agora pela direita de ataque foi derrubado às margens da marca da cal, penal apitado e conferido pelo icônico 10.

Regressando dos vestiários com um 3-1, os comandados se Coudet mostrariam de forma muito explícita às ordens do comandante, não parar de atacar era o lema. Diante da nova proposta a linha defensiva de fato ficara mais desprotegida, e isso é totalmente compreensível, ainda mais em começo de trabalho, foi a partir dessa variante que o São Luiz passou a acreditar e a correr, marcando com T. Paixão seu tento de número dois poucos instantes depois. O duelo a essa altura já se tornara tão incerto como entusiasmante, onde tudo poderia acontecer. Nessa correria desenfreada onde a meia cancha quase que não existira, coube a Edenílson aproveitar a falha do goleiro Lúcio, para que no rebote escrevesse um 2-4 no placar. A partir de alterações com os ingressos de Sarrafiore, Marcos Guilherme e Netto, os colorados passaram a acalmar mais as ações, fato este que incentivou o batalhador time local a querer algo mais, Michel, pôs essa idéia em prática, marcando novamente para encostar no escore, agora é por fim 3-4. Jogo movimentado e sobretudo com variáveis.

Em seu terceiro teste no ano o Inter mostrou muitas nuances em sua nova maneira de jogar. Elogios ao estilo ofensivo e sobretudo a objetividade. Outras críticas à vulnerabilidade defensiva, requisito à ajustar. Bons argumentos para a sequência do ano.

Abraço à nação colorada!

Por Leandro Tavares / Contato @LeTavares5

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