Texto por Colaborador: Redação 23/06/2020 - 18:30

A rádio Bandeirantes conversou nesta terça-feira à tarde com Alexandre Chaves Barcellos, vice-presidente do Inter. O diretor Colorado falou sobre vários temas relacioandos a crise da pandemia do Coronavírus e suas sequelas financeiras, como também comentou sobre a MP do governo federal. Confira os principais trechos.

TEXTO:

Dificuldades devido a pandemia: "Sempre tivemos a mais absoluta transparência com o torcedor colorado em relação às dificuldades que o clube, assim como todos os outros, passa durante a pandemia. "

Sobre atraso salarial: "O diálogo com o grupo foi sempre muito aberto, de que haveria esse atraso. Tenho certeza de que eles têm uma compreensão total disso".

"Estamos envolvidos em outro episódio, com a Turner, que prejudicou as receitas do clube. Hoje chegamos a 100 dias sem atividades econômicas no clube, é óbvio que isso tem um reflexo nos pagamentos".

"Tudo indicava que terminaríamos o ano com um superávit. Então, certamente é frustrante uma direção que pegou o clube em uma Série B estar, agora, em uma situação de pandemia".

"Com o trabalho paulatino que fizemos, vínhamos conseguindo recolocar o Inter em um cenário competitivo. Chegamos à uma final, estávamos jogando uma segunda Libertadores seguida".

Retorno do futebol com estádios fechados: "A volta com os portões fechados parece factível, para que possamos, ao menos, encerrar o Campeonato Gaúcho".

Sobre a MP 984: "É preciso se fazer uma análise jurídica, e entender que não há urgência para que ela entre na pauta do Congresso neste momento. O certo é se haver um debate entre todos os clubes em relação aos direitos. O que parece é que a MP veio dentro de um cenário de embate entre a detentora dos direitos e a Presidência (da República)."

"Temos de pensar no debate para os contratos que ainda não foram assinados, e que deverão ser objetos de negociação a partir de 2024".

Panorama financeiro: "Se pegar o exemplo de 2018 para 2019, conseguimos aumentar muito nossa receita. Mas, agora, com a pandemia, é certo que os contratos a serem assinados sofrerão um impacto".

"Para os anos subsequentes, certamente esses valores (de salários muito altos), que existem em muitos clubes brasileiros, não serão repetidos".

Sobre a possibilidade da criação de uma liga: "Se houver a criação, ela precisa envolver um debate muito mais amplo. Não abordando apenas um assunto que levantado em meio à pandemia, que não tem relevância no momento".

Sobre a linha de crédito da CBF: "Ainda estamos estabelecendo um diálogo com a CBF, creio que resolveremos a situação até a segunda-feira"

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